O Sacrifício do Cordeiro Pascoal

01/04/2018

O Sacrifício do Cordeiro Pascoal

1º de abril de 2018

Santiago-RS

Diógenes Dornelles

Êxodo 12:1-14

E falou o Senhor a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo: Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele cru, nem cozido em água, senão assado no fogo, a sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura. E nada dele deixareis até amanhã; mas o que dele ficar até amanhã, queimareis no fogo. Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor. E Eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o Senhor. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo Eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando Eu ferir a terra do Egito. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.

Nesta ocasião o mês que estava transcorrendo era o mês Abib ou Nisan, que até então era o sétimo mês, mas Deus agora muda e faz do sétimo o primeiro mês do ano do calendário judaico, para assim celebrar aquela que viria ser a principal festa do povo de Israel. A festa da páscoa ou "pesach" em hebraico, é marcada pelo livramento que Deus concedeu ao povo hebreu da escravidão do Egito. Um cordeiro era sacrificado e seu sangue era espargido na verga e nas obreiras das portas. Toda família que não tivesse esse sinal perderia o seu primogênito quando o anjo da morte passasse.

Sabemos que isso tudo era um tipo, o qual foi cumprido no dia em que o Sangue do Cordeiro de Deus foi derramado na cruz, onde cada um que recebe esse sacrifício para si torna-se testemunha de uma nova e superior aliança, pois na Lei, um cordeiro deveria ser sacrificado a cada ano e para cada família, enquanto que Jesus apresentou um sacrifício perfeito uma vez por todas e para todos.

Hebreus 9:27-28

E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que O esperam para salvação.

A festa do pesach começa no dia 14 de Nissan, sempre a partir do por do sol e dura sete dias. Lucas diz no seu evangelho que Jesus aos 12 anos foi até Jerusalém com Seus pais para festejar a páscoa e, terminados os dias da festa, eles retornaram para o seu lar em Nazaré (Lucas 2:41-43). Como Jesus nasceu sob a Lei, Ele a cumpriu totalmente.

Estamos Livres de Qualquer Ordenança da Lei Mosaica

Mas embora não sejamos obrigados pela lei a guardar festas para sermos justificados como os judeus precisavam, podemos usar essas datas apenas para lembrar do que Cristo fez por nós na cruz.

No entanto, como disse o irmão Brian Kocourek em sua série "O Desvelar de Deus Nº. 5", a glória do novo testamento é muito mais superior do que a glória que Moisés tinha e que ainda assim precisava ser ocultada do povo por um véu. Portanto ninguém que vive sob aquela glória menor, deveria impor a observância de qualquer festa da lei para alguém que vive sob uma luz muito maior, pois tudo que estava na lei não passava de sombras de algo superior.

Colossenses 2:16-17

Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.

A expressão "dias de festa" vem do grego "heorte" (εορ τη), que também foi traduzido na bíblia do Rei Tiago em inglês por "dias santos", e esses dias santos é uma referência às festividades judaicas. Portanto o que Paulo está dizendo à igreja gentílica de Colossos é que nenhum judeu, ainda que fosse messiânico ou cristão, deveria impor aos demais cristãos gentios a observância de tais dias santos. Nenhum filho de Deus está obrigado hoje a guardar quaisquer desses dias ou ser condenado por não observá-los, pois todos os cristãos, sejam eles gentios ou judeus, estão agora isentos dessa obrigação pela morte do Cordeiro, Cristo.

Nesta nova aliança, alcançamos nossa salvação e justificação gratuitamente, apenas confiando na obra que o nosso Cordeiro pascoal operou em nosso lugar no madeiro. O irmão Branham disse que os próprios judeus também não necessitariam de nenhuma lei para buscar por qualquer justificação, pois foi pela graça que Deus lhes concedeu um cordeiro, o livramento do anjo da morte e a sua libertação do cativeiro egípcio após quatrocentos anos. No entanto, eles quiseram uma lei para mostrar que eles também podiam fazer alguma coisa por si mesmos, e mesmo depois da lei ter sido totalmente cumprida em Cristo, eles continuam ainda hoje inutilmente tentando justificar-se por meio dela.

Virando em Direção ao Norte (29/01/1961) §§ 5, 8

A Graça tinha-lhes provido uma grande coisa. A Graça tinha-lhes provido um cordeiro pascoal. A Graça tinha-lhes dado um profeta. E a Graça proveu-lhes um Anjo. O cordeiro pascoal era por seus pecados. O profeta era o seu instrutor. O Anjo era o seu guia. A Graça tinha fornecido tudo para eles. Mas apesar de tudo isso, eles queriam uma Lei. E esta Graça tinha-lhes provido um escape do Egito antes que eles tivessem qualquer Lei. Depois a Graça proveu um dos maiores avivamentos que eles jamais tiveram. Eles viram neste avivamento o grande poder de Deus. Neste avivamento viram a luz do sol, enquanto o restante do mundo estava na escuridão. Neste avivamento viram a poderosa mão de Deus libertar seu povo, tirando-os da escravidão para a liberdade. E, neste avivamento, depois de atravessarem o Mar Vermelho, eles encontraram todos os seus inimigos mortos atrás deles, neste Mar Vermelho. Por que desejariam eles acrescentar alguma coisa mais a isso? (...) Depois que a graça providenciou tudo o que eles precisavam, ainda assim eles queriam algo para eles mesmos fazer, algo que eles pudessem mostrar a Deus que eles tinham algo a fazer. E é isso que... A igreja, quando fica nessa condição, é sempre quando eles perdem. E quando você tenta, ou eu tento, ou qualquer homem tenta, colocar a sua mão na obra de Deus, acrescentar alguma coisa a ela, ou tirar alguma coisa dela... Devemos deixar isso do jeito que Deus providenciou para nós. Apenas deixe o avivamento seguir em frente enquanto o Espírito Se move.

Então embora o sistema religioso dos dias de Jesus estivesse cego para ver o cumprimento das Escrituras, a própria Palavra de Deus estava dando testemunho de que as sombras da páscoa estavam se cumprindo diante deles na cruz.

Testemunhas (04/10/1956) § 24

Muitos foram testemunhas do Seu dia. E na Sua cruz quando Ele estava morrendo, os fariseus, eles deveriam saber o que a Palavra dizia. A Palavra deu testemunho quando Ele foi morto em... Ele era um Cordeiro da Páscoa, morto no tempo da Páscoa.

A Escolha da Data Para a Páscoa Cristã

Existem registros de que até o século II muitos cristãos celebravam a festa judaica do pesach no dia 14 de Nisan, seguindo o calendário judaico. Porém posteriormente, alguns grupos dissidentes passaram a celebrar a páscoa no domingo após o pesach judaico, para relembrar não mais a sombra da morte do Cordeiro, mas da Sua ressurreição. E dessa maneira, ao invés de celebrar a saída de Israel do cativeiro egípcio, usam a data para celebrar o dia em que os cristãos foram libertos da escravidão do pecado e da morte eterna. Então no princípio, os cristãos celebravam a páscoa em datas diferentes, até que Constantino convencionou no Concílio de Nicéia em 325, que todos os cristãos deveriam celebrar a páscoa em um domingo. Constantino determinou que a páscoa fosse celebrada pelos cristãos no primeiro domingo após a lua cheia do equinócio da primavera, (isso é para quem vive no hemisfério norte; já no hemisfério sul inicia-se o outono.)

Porém quando a igreja romana substituiu o calendário juliano pelo gregoriano, alguns grupos como os cristãos ortodoxos, passaram a celebrar a festa em dias diferentes dos demais cristãos.

O Lado Pagão da Páscoa Romana

Porém o que a igreja romana fez em seu primeiro concílio não foi apenas uma tentativa de padronizar uma data para a celebração da páscoa pelos cristãos, mas também fazer um sincretismo com as simbologias das religiões pagãs daquele tempo.

O surgimento do ovo da páscoa, por exemplo, foi inspirado em um símbolo bastante antigo, anterior ainda ao cristianismo, representando a fertilidade e o renascimento da vida. Muitos séculos antes do nascimento de Cristo, a troca de ovos no equinócio da primavera (21 de março) era um costume que celebrava o fim do inverno e o início da primavera. Para se obter uma boa colheita, os agricultores enterravam ovos nas terras de cultivo. Isso tudo era feito em homenagem a uma deusa babilônica chamada Ishtar, deusa do amor e da primavera, também conhecida como Ostera, Ostara, Ostra ou ainda Eostre. A palavra "páscoa" em inglês é "easter", justamente em homenagem a essa deusa - o qual por coincidência também é o nome do cemitério onde o irmão Branham foi sepultado, em Jeffersonville. Os babilônios a celebravam no início da primavera segurando um ovo em sua mão enquanto observava um coelho, que para eles era o símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés. Na mitologia babilônica e assíria, essa deusa havia morrido e depois ressuscitado, assim como o seu marido, o deus Tammuz ou Assur.

Então foi bastante conveniente adaptar a data festiva da deusa pagã babilônica para a páscoa romana. Assim, podemos observar que Constantino fez um sincretismo religioso substituindo as celebrações dos deuses pagãos e suas correspondentes datas festivas por símbolos cristãos, usando as mesmas datas, exatamente como o ocorrido com a festividade do Natal.

O irmão Branham muito apropriadamente fez menção desse sincretismo religioso que a igreja romana começou a fazer, ao mesmo tempo em que homens como Policarpo chamava os líderes do seu tempo ao arrependimento.

Uma Exposição das Sete Eras da Igreja, págs.101, 164

A primeira igreja fundada em Roma (nós seguiremos o curso de sua história na Era de Pérgamo) já tinha transformado a verdade de Deus em uma mentira, ao introduzir uma religião pagã com significado e nomes cristãos. Por volta da segunda era ela era tão pagã (embora alegando ser a verdadeira igreja) que Policarpo veio, cerca de 1500 milhas numa idade muito avançada, pleitear com eles para voltarem. Eles não o fizeram. Eles tinham uma sólida hierarquia e uma sólida organização, e um completo afastamento da Palavra. Esta então, é a sinagoga de Satanás, cheia de blasfêmia, na qual já estavam as sementes da doutrina do nicolaitismo, e que brevemente seria o verdadeiro trono ou poder da religião satânica. E isto é exatamente correto porque Apoc. 2:9b NÃO diz que estas pessoas são DA sinagoga de Satanás, mas diz que SÃO A SINAGOGA DE SATANÁS. (...) Quando o venerável Policarpo soube que a Primeira Igreja Cristã de Roma estava envolvida em cerimônias pagãs e tinha corrompido a verdade do Evangelho, ele foi lá implorar a eles para mudarem. Ele os viu prostrarem-se diante de imagens com nomes de apóstolos e santos. Ele os viu acenderem velas e queimarem incenso sobre o altar. Ele os viu celebrarem a Páscoa sob o nome de Easter [Do anglo-saxônio Eástre, deusa da primavera_Trad.], na qual elevavam o pão em forma de disco em honra ao deus sol, e então derramavam o vinho como uma libação aos deuses. (...) Seguindo Aniceto veio o iníquo bispo de Roma chamado Vitor. Ele introduziu ainda mais festivais e cerimônias pagãs na Primeira Igreja, e também empenhou-se ao máximo tentando persuadir as verdadeiras igrejas cristãs a incorporarem as mesmas ideias. Elas não faziam como ele pedia, assim ele convenceu oficiais do governo a perseguirem os crentes, lançando-os aos tribunais, jogando-os nas prisões e até mesmo impondo a morte a muitos. Um exemplo típico de suas obras vis é encontrado na história, onde o imperador Sétimo Severo foi convencido por Callistus (o amigo de Vitor) a matar 7000 em Tessalônica porque estes verdadeiros crentes celebravam a Páscoa de acordo com o Senhor Jesus e não de acordo com a adoração a Astarte. A falsa vinha já estava soltando sua ira contra o Deus vivo matando os eleitos, assim como seu antepassado, Caim, matou Abel. A verdadeira igreja continuou tentando persuadir a Primeira Igreja a se arrepender. Ela não o fazia. Ela cresceu em tamanho e em influência. Ela empenhou-se numa campanha constante para desacreditar a verdadeira semente.

Vale salientar que tanto na filosofia, como na matemática, arquitetura e demais áreas da ciência, os romanos nunca produziram nenhum pensamento original, mas tudo o que eles fizeram foi sempre uma adequação do que eles aprenderam com os gregos e demais povos. Até mesmo os seus próprios deuses eram adaptações das culturas gregas e babilônicas. Roma nunca produziu nada de original. Portanto o espírito do romanismo foi sempre o de pegar aquilo que é original e acrescentar a isso algumas pequenas mudanças, exatamente como a primeira igreja organizada de Roma fez com a Palavra de Deus.

A Morte Passou

A palavra "pesach" quer dizer "passou", lembrando quando o anjo da morte passou e poupou a todos aqueles que tinham a marca do sangue do sacrifício do cordeiro em suas casas. Isso era um tipo da mesma graça e misericórdia que Deus concede hoje a todos aqueles que levam consigo o Sangue do Cordeiro de Deus que foi morto na cruz.

Redenção em Plenitude, em Regozijo (30/03/1954) §§ 52-56

Agora, enquanto viajavam nesta terra, verificamos que Deus fez um-fez um plano para eles. Ele trouxe redenção, pelo sangue. Então nós verificamos que Ele traz redenção, novamente, pelo poder. Nós verificamos, antes de ontem à noite, que Ele mandou o sangue ser aplicado; que era um tipo muito bonito do crente, que, quando ele aceita a morte de Cristo em seu lugar, então ele se torna um filho de Deus. Ele começa na sua jornada. Agora, a próxima coisa que ele tem que ter... depois que ele é salvo, espiritualmente. Agora, a morte do cordeiro inocente proveu vida para o crente culpado. Este não é um tipo perfeito agora? [A congregação diz: "Amém."-Ed.] A morte do Inocente, provendo Vida para o culpado. E a morte do Cristo inocente provê Vida para nós, os culpados. Agora, primeiro, então, após Deus ter-lhes dado vida através do sangue, e provado isso, que a morte passou sobre eles, Ele deu início à jornada deles.

Assim como a morte passou pelos filhos de Israel sem tocá-los, da mesma maneira a promessa de os filhos de Deus passarem da morte para vida também tem se cumprido.

João 5:24

Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a Minha Palavra, e crê Naquele que Me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.

Então a promessa de passar da morte para a vida eterna é para aqueles que ouvem a Palavra e crê em Deus, que enviou até nós o Seu Filho. Essa morte não é a física, mas é a morte do velho homem com seus maus pensamentos. É por isso que a evidência de que passamos da morte para a vida se reflete em nossa própria conduta como filhos de Deus, demonstrando aos outros o mesmo amor com o qual fomos agraciados.

1 João 3:14

Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte.

De fato, todo aquele que nasceu de novo e fez morrer o seu velho homem sabe se realmente passou da morte para vida ou não, pois esse é um momento em que cada filho de Deus aceitou se humilhar e morrer para si mesmo a fim de que a Vida de Cristo possa viver nele.

O Sonido Incerto (31/07/1955) § 119

Todo homem que é nascido do Espírito de Deus, sabe quando ele passou da morte para a Vida, conhece o lugar, a hora, o minuto, quando a morte mudou para a Vida, quando a incredulidade da Bíblia mudou para crer em toda a Palavra. Quando as coisas altivas e arrogantes passaram, para humilhar o cristão, elas sabem quando a morte passou para a Vida. Amém.

Como vimos em Êxodo 12, o Senhor deu a orientação de que nada deveria permanecer do cordeiro que fosse sacrificado pelas famílias, antes, tudo que sobrasse deveria ser queimado ao fogo. Isso é um tipo do velho homem que deveria ser morto na cruz vicariamente pelo sacrifício do Cordeiro de Deus. Absolutamente nada daquela velha vida deveria permanecer, mas tudo deveria ser morto, seja pensamentos, hábitos, crenças, etc; e sepultado, a fim de que o pecador possa viver em novidade de vida.

Então a salvação e o perdão dos pecados está disponível hoje gratuitamente para o pecador. Tudo que ele precisa fazer é estar no lugar certo. E o lugar certo de Deus não é em uma determinada denominação ou grupo religioso no qual você se identifique, mas no Sangue do Cordeiro e na Sua Palavra.

O Lugar Provido Por Deus Para Adoração (25/04/1965) §§ 51-52

Isto, nos trazendo agora em cena estas sombras do tempo, nos traz Cristo em cena. Todo o Antigo Testamento prefigurou Jesus. No Egito, naquela noite quando era para ter um - um cordeiro morto na páscoa para a proteção do povo, vemos que Deus tem um lugar, uma condição. Não importa quão jovem, quão antigo sacerdote, ou clérigo, seja o que for, você deve estar neste lugar certo. Tudo fora deste lugar perece. Você deve estar neste lugar, um lugar que Ele proveu. Agora, nós poderíamos gastar muito tempo nesta tarde explicando isto, o que seria apenas revisar o que já sabemos, que como Cristo prefigurou nos tipos o Cordeiro sacrificial, como ele devia ser puro, um macho sem mancha, e como deveria ser morto pelos anciãos, e como aquele sangue devia ser espargido sobre a porta, tudo prefigurando a vinda de Cristo. E sob este sangue derramado foi o lugar que Deus Se encontrou com o adorador, quando o anjo da Morte passou pela terra. Eu creio que já estamos prontos para sair do Egito um destes dias, e iremos direto à terra da promessa. E este é o tempo para irmos ao lugar correto, e parar com este alvoroço por aí: "Eu sou um presbiteriano. Eu sou metodista. Eu sou batista. Eu sou isto. Eu sou aquilo, ou aquilo outro." Saia disto, e descubra onde é este lugar, porque há morte em todos os demais lugares, exceto no Seu lugar escolhido. A morte vai golpear, tão certo como há um mundo, se não estivermos em Seu lugar escolhido. Mas onde Ele escolhe, a morte não pode entrar.

Portanto é importante fazermos morrer o velho homem com o seu fermento do pecado, pois foi para isso que o sacrifício do Cordeiro pascoal foi oferecido na cruz.

1 Coríntios 5:7

Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.

O Cordeiro de Deus Morto Antes da Fundação do Mundo

Então veja que o tipo do cordeiro sacrificial representando o Filho de Deus está presente em praticamente toda a Bíblia. Abel era pastor de cordeiros e sacrificou o melhor que ele possuía para o Senhor, porque ele recebeu uma revelação de que seria por meio do sacrifício do Cordeiro de Deus que algum dia a raça eleita receberia a expiação dos seus pecados e habitaria novamente no Jardim de Deus.

O Cordeiro e a Pomba (25/03/1957) § 23 [Sem tradução]

Agora, Abel viu e sacrificou um cordeiro. Isso foi uma revelação. Por toda a eternidade tem sido revelação, revelação; e esta noite é uma revelação, não uma forma externa, nem uma declaração de credos, nem um grupo de orações, nem um rosário; mas uma revelação direta de que Deus revelou a você que Cristo é o seu Cordeiro da Páscoa, que Ele levou os teus pecados, e você O aceitou como a oferta pelo pecado em seu lugar.

Este Cordeiro pascoal foi conhecido por Deus desde antes da fundação do mundo e separado para nos comprar com o Seu precioso Sangue.

1 Pedro 1:17-20

E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação, sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, o qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós.

Pedro não está falando de Deus sendo conhecido em outro tempo, mas do Seu Filho ter sido conhecido pelo Pai em outro tempo como um Ser preexistente, o Qual Deus determinou desde antes da fundação do mundo que algum dia Ele deveria ser morto por nós.

Apocalipse 13:8

E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

Usando as mesmas palavras da Bíblia, o irmão Branham ensinava que Deus matou o Seu Cordeiro, porém explicando para nós que essa morte ocorreu apenas na mente de Deus, como sendo algo que Ele já havia planejado. Portanto antes mesmo que viesse à terra uma raça humana criada por Deus e que depois estivesse sujeita à morte por causa do pecado, Deus já havia planejado um meio de resgatá-la. Antes que a serpente ferisse o homem, Deus já tinha um soro antiofídico preparado para ele.

A Aliança da Graça de Abraão (17/03/1961) § 70

Quando foi que o Cordeiro foi morto? Dois mil anos atrás no Calvário? Não aos olhos de Deus. Ele era o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Quando Deus viu o... o que Satanás havia feito, Seu programa foi estabelecido, e Ele sabia que Ele enviaria o Seu Filho, e Ele seria uma Propiciação pelos nossos pecados. E na mente do Senhor, para conquistar, e ...?... Seu povo, Ele matou o Cordeiro em Sua própria mente, antes da fundação do mundo e colocou o teu nome no Livro como redimido. Glória! Isso é o que Ele fez. Deus fez isso. Então do que estamos com medo?

Portanto não foi somente ao Seu Filho que Deus conheceu de antemão, mas também a todos os que O receberiam, com a diferença de que estes outros filhos não tiveram uma preexistência como o Cordeiro teve. Deus viu de antemão quem teria futuramente comunhão com Cristo e então colocou o seu nome no livro da Vida do Cordeiro.

Queríamos Ver a Jesus (12/07/1962) § 37 [Sem tradução]

Eu espero que o meu nome esteja no meio disso. Mas se estivesse, o meu nome alguma vez no Livro da Vida, ele foi colocado lá antes da fundação do mundo, quando o Cordeiro foi morto por mim no pensamento de Deus. Ele é infinito... Cristo veio para resgatar os que Deus previu e pré-conheceu que viriam a Ele.

Quem é Este Melquisedeque? (21/02/1965) § 53

Antes que Jesus nascesse, quatro mil anos antes que Ele viesse à terra, e vários milhares de anos antes de você vir à terra, Jesus, na mente de Deus, morreu pelos pecados do mundo, e o Livro da Vida foi feito; e o seu nome foi colocado naquele Livro da Vida antes da fundação do mundo. Essa é a Verdade da Bíblia. Veja, seu nome foi ordenado por Deus e colocado no Livro da Vida antes da fundação do mundo.

Hebreus Capítulo Sete nº. 1 (15/09/1957) § 204

Onde Jesus foi morto? No Calvário? Não senhor. Jesus foi morto antes da fundação do mundo. "Eis o Cordeiro de Deus que foi morto antes da fundação do mundo". Deus, no princípio, quando Ele viu o pecado, Ele viu o que estava para acontecer, Ele falou a Palavra. E Jesus foi morto antes da fundação do mundo. E cada pessoa que foi salva, foi salva, de acordo com a Bíblia, quando o Cordeiro foi morto na mente de Deus antes da fundação do mundo; você estava incluído na salvação então.

Portanto a morte do Cordeiro antes da fundação do mundo não foi algo literal, pois isso só ocorreria quando o próprio Cordeiro estivesse sobre a terra, mas para o irmão Branham isso já estava estabelecido há muito tempo. Então nós verificamos que Deus tem os Seus planos eternos e a morte do Filho foi um plano já estabelecido em Sua mente, que só se cumpriria depois que o Filho nascesse da virgem Maria. E este Cordeiro pascoal foi sacrificado no madeiro para que hoje a Sua Igreja pudesse ter com Deus a mesma glória e a mesma comunhão que o Filho de Deus possuía antes da fundação do mundo.

Senhores, Queríamos Ver a Jesus (11/12/1957) § 22 [Sem tradução]

Então tudo vem pelo Espírito, mas Jesus nasceu de uma virgem, a fim de primeiro tabernacular o Espírito Santo de Deus para Se manifestar ao povo; e Ele deu a Sua vida, um sacrifício voluntário para que através de Sua justiça, nós os injustos pudéssemos ter o direito de vir para a comunhão assim como Ele tinha com o Pai desde antes da fundação do mundo. Se isso não é graça e glória o que Ele fez por nós.

Não Há Fracos Entre os Que Estão Com o Cordeiro

O irmão Branham gostava de explorar os tipos que envolviam a páscoa do Antigo Testamento com o que ocorre hoje com a Igreja. Assim como não havia nenhum fraco em Israel por quarenta anos após ter provado o cordeiro pascoal no Egito, não pode haver fracos entre os que têm comunhão com a Vida e o Sangue do Cordeiro de Deus.

O Ano de Jubileu (03/10/1954) § 163 [Sem tradução]

Quando Israel comeu o tipo, o cordeiro, a Páscoa, eles viajaram quarenta anos no deserto e saíram sem uma pessoa fraca no meio deles. Pense nisso: nenhuma pessoa fraca, quarenta anos. A comunhão, um sinal dos crentes...

Comunhão (18/04/1957) § 17 [Sem tradução]

E a comunhão foi realizada primeiro no Egito, a primeira da comunhão, que era o - o cordeiro pascoal que foi morto, que era um tipo de Cristo. E muitos de nós estamos familiarizados com aquela abençoada história de como aqueles que tomaram a comunhão lá embaixo andaram pelo deserto por quarenta anos. E quando eles saíram, não havia um fraco entre eles. E as suas - até mesmo as suas roupas sequer estavam puídas; por quarenta anos Deus os guardou.

O Cordeiro Morreu Para Que Pudéssemos Viver

No Egito o povo de Israel precisou comer apressadamente do cordeiro sacrificado, e alimentar-se do Cordeiro é sinônimo de vitalização e força. Jesus disse que quem não se alimentasse Dele não poderia ter aquela mesma Vida que estava Nele.

João 6:53

Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o Seu Sangue, não tereis vida em vós mesmos.

Isso foi uma linguagem figurada, assim como Ele disse "Eu sou a porta", "Eu sou a videira verdadeira", etc. Ele disse que precisamos ter comunhão com Ele ao comer da Sua carne e beber do Seu Sangue: "Tomai, comei, isto é o Meu corpo... Isto é o Meu Sangue" (Mt 26.26-28). "Comer a Minha carne e beber do Meu sangue" significa a necessidade que temos de estarmos em comunhão constante com a Vida do Cordeiro pascoal, e obedecer a Sua Palavra, para que a nossa fé nunca se enfraqueça. Se não nos alimentamos de Sua Palavra nos tornamos fracos. Essa é a diferença da páscoa dos judeus para a páscoa que se consumou entre aqueles que experimentaram o novo nascimento após a morte do velho homem e sua incredulidade.

Então assim como é necessário que algo morra fisicamente para que possamos viver, assim, Cristo precisou morrer para que nós pudéssemos viver. Nós só podemos nos alimentar de Cristo, o Cordeiro pascoal, porque antes Ele morreu para nos dar a Vida eterna.

O Sinal (28/11/1963) §§ 40-41

A única maneira de você poder viver fisicamente, é porque algo tem que morrer todos os dias para que você possa viver. Se você come carne, a vaca morreu. Você come ovelha, bem, ela morreu. Se você come batatas, sua vida, morreu. Se você come verduras, elas morreram. Você só vive de substância morta. E se algo não morre, você não vive. E se algo tem que morrer, então você pode viver fisicamente, quanto mais que algo teve que morrer para que pudéssemos viver eternamente. E é pela substância desta morte que estou falando esta noite, que estamos vivos esta noite. Algo tem que morrer. A páscoa era um tipo de Cristo, nossa Vida Eterna.

Uma Multidão Mista Após a Páscoa

Dos que saíram do Egito após ter celebrado a páscoa, havia muitos que continuaram incrédulos, e foi justamente aquela multidão mista que trouxe problemas para os que realmente criam.

O Poder de Deus (06/10/1955) § 9 [Sem tradução]

Nós verificamos que o "êxodo" significava "o chamado", Deus separando o Seu povo do incrédulo. E então, quando Ele levou... Verificamos na Escritura que havia uma multidão mista que subiu. E é isso que tem deixado o verdadeiro crente em problemas, porque era uma multidão mista. Eles foram os que derreteram os seus brincos e coisas tais, e fizeram um bezerro e - para voltar ao Egito. Agora, quando o - o fenomenal é feito, o milagre de Deus foi realizado, e todos se uniram a ele, e então uma multidão mista seguiu, porque eles estavam indo... Eles foram circuncidados e guardaram a Páscoa e assim por diante, mas ainda assim eles eram uma multidão mista: incrédulos com os crentes. E finalmente apareceram entre eles.

Portanto embora muitos tivessem comido do sacrifício do cordeiro no Egito, ainda continuavam mortos. O sangue derramado daquele animal que foi sacrificado poupou alguns apenas da morte física, embora estivessem mortos espiritualmente. Porém nesse novo pacto, não é mais possível alguém provar da carne e do Sangue do Cordeiro de Deus e continuar um incrédulo, pois a Vida que estava em Cristo passa a ser compartilhada com ele. Por conseguinte, nesta nova aliança não há maneira de alguém comer da carne e beber do Sangue do Cordeiro e continuar o mesmo como acontecia na Lei.

O Sinal da Igreja Hoje é o Espírito Santo

Vimos que no Egito o sinal para que o anjo da morte poupasse alguém ao passar por sua casa era o sangue espargido de um cordeiro sacrificado. Porém nesse novo pacto o Sinal que Deus requer não é de sangue ou de qualquer outra química, mas o selo do Espírito Santo. Este é o Sinal e o Selo da páscoa que Deus requer dos Seus filhos hoje.

O Sinal (01/09/1963) § 77

Porém neste lugar glorioso, sob este pacto, há uma diferença entre o Sangue e a Vida. O Sinal para o crente neste dia é o Espírito Santo; não sangue, química, mas Isso é o Espírito Santo de Deus. Este é o Sinal que Deus requer da Igreja hoje. Deus tem de ver este Sinal. Ele tem de vê-Lo em cada um de nós.

O Sinal (01/09/1963) §§ 89-93

E a Igreja neste dia, que recebeu o Sinal, do batismo do Espírito Santo, de que o Sangue foi derramado e que o Espírito Santo está sobre a Igreja (...) E, recorde, Israel passou por muitas coisas, porém foi no entardecer quando o sinal foi requerido; não foram pela manhã, nem na preparação, os catorze dias da guarda do cordeiro. (...) Israel sabia que algo se aproximava, mas foi no entardecer que o sangue do cordeiro, o sinal, foi colocado na porta. Contudo, o cordeiro já havia sido levantado. Foi o Cordeiro no decorrer de tudo. Foi o Cordeiro no tempo de Lutero, foi o Cordeiro-Cordeiro no tempo de Wesley, porém agora é o tempo do Sinal que cada casa tem de estar coberta pelo Sinal. Cada casa de Deus deve estar coberta pelo Sinal. Todos os que estão dentro têm de estar cobertos pelo Sinal. E a Casa de Deus é o Corpo de Jesus Cristo, e por meio de um Espírito somos todos batizados neste Sinal e nos tornamos parte Dele, porque Deus disse: "Vendo Eu este Sinal exposto, passarei por cima de vós." (Os pentecostais pensam que esse Sinal é os dons do batismo do Espírito Santo, mas para o irmão Branham, é a Vida de Cristo nestes dias habitando em cada crente e ser formado conforme a Sua imagem) Que hora estamos vivendo agora! Oh! Um sangue identificava, identificava o crente, porque a vida havia saído, não podia voltar, então ele tinha de ter uma-uma química. Ele tinha de ter uma espécie de pintura, um sangue, uma química que mostrava que a vida havia saído. Agora o próprio Espírito é o Sinal. O próprio Espírito Santo é o Sinal, não o Sangue. O Sangue foi derramado no Calvário, isso é verdade. Porém o Sangue, quanto ao que é, regressou aos elementos dos quais veio, do sustento que Ele havia vivido. Mas, veja, dentro da célula de Sangue havia uma Vida que começava a fazer a célula de Sangue se mover. Se ela fosse... A química não tinha Vida em si, ela mesma, e por isso não podia mover-se. Porém quando a Vida entrou na química do sangue, Ela formou uma célula. Formou sua própria célula, então célula após célula, então tornou-se um Homem. E esse Homem era Deus, Emanuel, em carne. Mas quando aquela Vida voltou, a química se foi, porém o Sinal é o Espírito Santo sobre a Igreja, para que vejam Cristo.

Mortos e Ressuscitados em Cristo

Assim como Cristo, nós também precisamos passar por uma morte, sepultamento e ressurreição, e se temos o Sinal do Seu Espírito em nós então é porque assim como o Cordeiro pascoal foi sacrificado, da mesma maneira precisamos sacrificar a nós mesmos para que então Cristo possa viver em nós ressuscitando-nos com Ele em novidade de vida. Isso é o que a páscoa realmente significa para um cristão.

Ao Nascer do Sol (18/04/1965) §§ 321-323

Somos redimidos por Ele e agora ressuscitados com Ele. Isso é o que a Páscoa significa para o povo: ressuscitados com Ele. Observe. Agora, temos o Seu Espírito em nós, o documento de Propriedade, totalmente pago.

Então o desejo do crente agora é ver Cristo manifestado em sua vida, e a maneira como Ele tem Se manifestado hoje é vivendo no próprio crente pelo Seu Espírito atuando através de nós e controlando o nosso ser.

Meu Redentor Vive (10/04/1955) §§ 36-38

Morto com Ele, enterrado com Ele, e ressuscitado com Ele! Ressuscitado com Cristo na ressurreição! Esta nova esperança que Deus colocou em nossos corações, hoje, esta nova segurança! (...) Algo aconteceu em nossas vidas, que tirou todas as sombras, quando Cristo, o Ressuscitado, veio até nossas condições pecaminosas em que nos encontrávamos. E as velhas coisas morreram, na crucificação com Ele, no altar. E nós ressuscitamos com Ele, e vivemos com Ele e reinamos com Ele. "E assentados agora em lugares celestiais em Cristo Jesus." Nós já ressuscitamos com Ele. A ressurreição já passou, quanto a nós, porque nós estamos agora ressuscitados com Cristo. Amém. "Assentados em lugares celestiais em Cristo Jesus."