A Mensagem de William Branham e dos Pais Pré-Nicenos

26/08/2019

A Mensagem de William Branham e dos Pais Pré-Nicenos

Diógenes Dornelles

Em um estudo que ministramos, intitulado "De Volta à Era Efesiana", demonstramos que o ensino do irmão Branham estava em perfeita harmonia com a doutrina dos pais pré-nicenos, onde inclusive fizemos alguns paralelos de ensino. Neste estudo, queremos dar prosseguimento a este tema, salientando outras comparações que poderíamos fazer e que demonstram a afinidade entre a doutrina pregada pelo irmão Branham com a dos pais da igreja primitiva.

Como dissemos, o irmão Branham conhecia alguma coisa do que os pais pré-nicenos ensinaram, principalmente a partir do ano de 1958, que foi quando ele começou a estudar esses pais com mais afinco e interesse.

Partirá a Igreja Antes da Tribulação? (09/03/1958) § 17

Agora, se vocês são historiadores, e eu estive estudando a história esta semana, e nas últimas duas ou três semanas, os pais ante-nicenos, da antiga história da igreja pouco antes do Concílio de Nicéia.

E a conclusão que o irmão Branham havia chegado através de seus estudos, é de que os pais pré-nicenos, por ainda não terem se organizado, conseguiram manter um entendimento correto das Escrituras e do ensino apostólico, ao ponto em que o irmão Branham afirmou que os profetas do Antigo Testamento, os apóstolos de Jesus e os pais pré-nicenos fossem testemunhas fiéis da verdadeira Palavra de Deus.

Senhores, Queríamos Ver a Jesus (24/12/1961) §§ 34-35

O mesmo Deus que tratou com os antigos profetas, tratou com os apóstolos e tratou com os irmãos pré-nicenos. (Os pais da igreja anteriores ao concílio de Nicéia) E aqui está Ele hoje, tratando da mesma maneira com o Seu povo, com os mesmos sinais, as mesmas maravilhas, o mesmo Evangelho, o mesmo poder, o mesmo Deus, tudo. Com três como uma testemunha, para nós, de que esta é a verdade. Isto é verdade. Deus deu em três testamentos. Vê? Essa é a história...

Veja que o irmão Branham disse que nestes últimos dias Deus estava nos trazendo o mesmo Evangelho que Ele entregou aos apóstolos e aos pais pré-nicenos, que na verdade trata-se da mesma doutrina original apostólica da era de Éfeso. E isso porque nos foi prometido nos últimos dias dar à igreja remanescente o mesmo espírito pentecostal dos cristãos primitivos com a restauração da Palavra original. Portanto o que fez a Noiva do tempo do fim voltar agora à doutrina e o ensino apostólico, foi devido à mensagem que veio a ser pregada para Ela nessa última era, ter sido a mesma mensagem pregada na primeira era, o que significa que em Laodicéia, a Noiva voltaria a ser efesiana.

Seus estudos lhe fizeram também perceber que ao pregar a mesma coisa que eles e repetindo o mesmo que as Escrituras ensinam, isso permitia que a Igreja desse tempo do fim passasse a ter o mesmo entendimento doutrinário dos pais primitivos, o que significaria que estaríamos vivendo em uma outra era semelhante ao período do ensino pré-niceno.

A Escritura na Parede (09/03/1958) § 12 [Sem tradução]

E no meu escritório agora, estou estudando os pais ante-nicenos, e posso ver através das Escrituras, como estamos repetindo a era que passou.

Ou seja, estamos repetindo a mesma era pré-nicena, com o mesmo ensino que os pais primitivos pregaram. O irmão Branham disse que os pais pré-nicenos eram testemunhas do verdadeiro evangelho porque eles nunca abandonaram a Sua Palavra e o Seu nome, apesar de serem tão poucos. E o fato de hoje a Noiva também ser um grupo tão pequeno, faz com que tudo isso se repita novamente.

O Batismo do Espírito Santo (28/09/1958) § 111

Siga as Escrituras, da igreja de Éfeso, da igreja de Tessalônica, até a era das trevas. Para cada um deles, Ele disse: "Você tem um pouco de força, mas não negou o Meu Nome". E para a próxima igreja: "Você fez uma grande coisa, mas não negou o Meu Nome". Os pais ante-nicenos através disso. "Você não negou o Meu nome". Depois disso, mil e quinhentos anos de era de trevas.

O Falso Batismo Depois de Nicéia

O irmão Branham ensinava que depois que a igreja romana se organizou no concílio de Nicéia, o ensino dos pais pré-nicenos foram sendo anulados pelas tradições, dogmas e credos da nova organização nicolaíta romana.

O Batismo do Espírito Santo (28/09/1958) § 110

Descubra se alguma vez houve na história, até os pais ante-nicenos, vocês historiadores. Leiam os livros dos antepassados de Nicéia e veja o rei da Inglaterra. Cada um deles foi batizado no Nome de Jesus Cristo até a igreja católica. E a igreja católica tem poder, eles disseram, para mudar qualquer coisa que eles queiram. E eles foram batizar em nome do "Pai, Filho e Espírito Santo". Martinho Lutero fez isso. John Wesley seguiu a isso. E Alexander Campbell veio com isso. E John Smith, da igreja batista, seguiu adiante. Aqui estão os pentecostais com isto, ainda.

O irmão Branham entendia que os pais pré-nicenos nunca criaram um credo ou dogma entre eles, o que significa que a Mensagem desse tempo do fim tampouco poderia ser marcada por esse tipo de prática comum à igreja organizada.

Gafanhoto, Locusta, Lagarta, (23/08/1959) § 152 [Sem tradução]

Agora observe como os triteístas radicais da igreja católica... Nunca esteve na Bíblia, nunca houve um credo dos pais ante-nicenos, os pais ante - ante-nicenos. Eles foram, cada um, batizados no Nome de Jesus Cristo, cada um deles. Isso veio através da igreja católica, veio de lá para a igreja protestante.

Adoção Nº. 3 (22/05/1960) § 217

Lembre-se, nunca houve uma pessoa na Bíblia batizada em nome de "Pai, Filho, Espírito Santo". Por trezentos anos após a morte do último apóstolo, ninguém foi batizado em nome de "Pai, Filho, Espírito Santo". Eles tinham... Eu li os pais pré-nicenos, o Concílio de Nicéia, e de lá eles organizaram o que eles chamam de "igreja cristã universal" e fizeram uma organização com base nisso e forçaram todas as pessoas para isso, que era a igreja católica.

Uma Prova Infalível

Como vimos, o irmão Branham tinha o testemunho dos pais pré-nicenos como fidedignos à Palavra de Deus, e infalíveis no que tange ao registro histórico que eles nos deixaram acerca do ensino apostólico.

Aquele Dia no Calvário (25/09/1960) §§ 167-168

Mostre-me um lugar na Bíblia onde qualquer pessoa foi batizada em Nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Ou traga para minha escrivaninha uma história, uma história da igreja que mostre onde alguém já foi batizado em Nome de Pai, Filho e Espírito Santo, até trezentos e poucos anos depois da morte do último apóstolo, quando a igreja católica foi organizada. Agora, eu tenho os pais pré-nicenos, e os... todos os historiadores, e tudo mais, em meu escritório: a história mais antiga e sagrada do mundo; as únicas provas infalíveis que temos.

Citando os Pais Pré-Nicenos

Certa vez o irmão Branham chegou a ler uma pequena porção do livro dos pais pré-nicenos.

A Era da Igreja de Esmirna (06/12/1960) §§ 9-10

Eu poderia ler dos pais ante-nicenos, volume um, página 412, apenas uma pequena citação; se você quiser anotar, volume um dos pais ante-nicenos. E na página doze, e é o... Se você quiser o volume, é a última parte do volume três. Você poderia ler a coisa toda; há vários capítulos ou várias frases. Agora eu começo a ler logo no último - exatamente nos últimos vinte, trinta versos disso. Eu não vou ler tudo isso, mas só uma parte disso: "Todas as outras expressões também sendo... trazem o título de um e do mesmo Ser" (veja, ele está tentando dizer do que eles O chamam de "Pai, Filho e Espírito Santo", e ele disse: "Isso são títulos, não nomes, títulos do Único Ser". Isso é exatamente o que ensinamos ainda hoje.) "como, por exemplo" (e depois entre parênteses) "(em inglês), O Senhor do Poder, o Senhor Pai de todos, Deus Todo Poderoso, Altíssimo, Criador, O Criador, e coisas semelhantes. Estes não são os nomes e títulos de sucessão de diferentes seres, mas de um e o mesmo", (Amém!) "Pelo nome do qual o único Deus, Pai, é... Aquele - Aquele que todas estas coisas... concede a todos a... da existência, o benefício de toda a existência'. Irineu diz que "Todos esses títulos estão resumidos em um só Nome, sob um só Deus, e são apenas títulos daquilo que Ele era". Ele era a Rosa de Sarom. Isso é o que Ele era. Isso é um título. Ele era a estrela da manhã. Ele era o Alfa. Ele era o Ômega. Isso são títulos do que Ele era. Ele era o Pai. Ele era Filho. Ele era o Espírito Santo. Mas existe um Deus. Um Deus e Seu Nome é Um. E essa é uma das razões pelas quais eu achei que Irineu estivesse correto em seu - em seu diagnóstico aqui, ou interpretação da Escritura.

Realmente o irmão Branham tinha os escritos dos pais pré-nicenos como uma referência histórica acerca da doutrina e do ensino correto da Bíblia.

A Rainha de Sabá (19/02/1961) § 36 [Sem tradução]

Agora, se você não conhece a Palavra, como você conhecerá o sinal? "Estes sinais..." Você tem que conhecer a Palavra para saber do que você está falando. Se você tomar a concepção de um homem, então você nunca entendeu como Pedro entendia. Então você formulará a sua própria ideia sobre isso. Mas Jesus disse a Pedro: "Carne e sangue não revelaram isso a você, mas o Meu Pai, que está no céu. E sobre esta pedra edificarei a Minha igreja; e as portas do inferno não prevalecerão contra ela". Agora, para ver se é certo ou não, volte e pegue os pais pré-nicenos, ou o Concílio de Nicéia, e os - os historiadores da época, e descubra se isso em cada época em que as pessoas acreditavam naquela Palavra, produzia exatamente o que ela dizia que produziria.

Estes pais pré-nicenos viveram nos primeiros 300 anos da era cristã. O concílio de Nicéia foi no século IV, com o estabelecimento do dogma da santíssima Trindade. Porém, é preciso tomar um certo cuidado, porque na verdade, a doutrina da Trindade surgiu ainda antes desse período, com Tertuliano, Novaciano e São Cipriano, na metade do século III. Portanto todos eles também são anteriores à Nicéia. Também não devemos nos esquecer que os pais do unicismo, como Noeto, Praxeas e Eusébio também são todos anteriores à Nicéia, e igualmente Ário com sua doutrina de um Filho criado. Isso significa que nem todos os ministros pré-nicenos estiveram alinhados com a doutrina apostólica.

A Luz de Gênesis 1:3

Como o irmão Branham defendia a preexistência do Filho de Deus, exatamente como os pais pré-nicenos ensinaram, isso significa que ele ensinava que o Filho era anterior a todas as coisas criadas, e que tudo passou a existir por meio Dele, como aquela primeira criação de Deus que foi a luz.

Atitude e Quem é Deus? (15/08/1950) § 17

Agora, veja, este é apenas como uma criança brincando em frente à porta. Era o Filho de Deus, o Logos. E eu posso vê-Lo ali fora, e Ele falou e disse: "Haja luz".

Deus através do Seu Filho disse: "Haja luz". Isso significa que aquela luz de Gênesis 1:3 não poderia ser a geração do Logos como alguns afirmam. Pelo menos esse não foi um ensino do irmão Branham.

O irmão Lee Vayle, fiel ao ensino do irmão Branham, defendia igualmente que aquela luz havia sido criada por Deus através de Seu Filho, mas em momento algum disse que Jesus poderia ser aquela luz criada.

Divindade - O Papel do Filho (7/08/1994) §§ 17-19

Jesus fez a criação? Não. Deus fez a criação. Porém não houve criação seja qual fosse até que a Luz Se formou, o que significa que Deus gerou aquele Filho. Porque a palavra "formado" significa "tomar a coisa que existe e moldá-la". A palavra "criar" significa "fazer algo que nunca existiu", e isto é falado para vir à existência. Agora, esta Luz formada era aquele Filho, inteligente, e Ele conversou com o Pai, e o Pai conversou com o Filho. E Deus, através daquele Filho: "Que haja luz! Que haja isto. Que haja aquilo". E houve. Agora, isto é o que a Bíblia diz.

Podemos verificar que o irmão Branham e Lee Vayle ensinaram exatamente a mesma coisa que os pais pré-nicenos. Nos fragmentos de Irineu, encontramos o seguinte ensino sobre a geração do Filho:

Irineu Volume 1 - Fragmento LII

Com relação a Cristo, a lei e os profetas e os evangelistas proclamaram que Ele nasceu de uma virgem, que Ele sofreu sobre uma viga de madeira, e que Ele apareceu dentre os mortos; que Ele também subiu aos céus, e foi glorificado pelo Pai e que é o Rei Eterno; que Ele é a Inteligência perfeita, a Palavra de Deus que foi gerada antes da luz; que Ele foi o Fundador do universo, junto com ela (luz) e o Criador do homem; que Ele é tudo em todos; Patriarca entre os patriarcas; Lei nas leis; Sumo Sacerdote entre os sacerdotes; Governante entre os reis, o Profeta entre os profetas; o Anjo entre os anjos; o Homem entre os homens; Filho no Pai, Deus em Deus; Rei para toda a eternidade. Pois foi Ele Quem navegou na arca junto com Noé, e atentou a Abraão; que estava amarrado junto a Isaque, e que era um andarilho com Jacó; o Pastor daqueles que são salvos e o Noivo da Igreja; o Chefe também dos querubins, o Príncipe dos poderes angélicos; Deus de Deus; Filho do Pai; Jesus Cristo; Rei para sempre e sempre.

Aqui Irineu está dizendo que o Filho de Deus foi gerado ANTES da luz. Porém, nos dias de Irineu, já havia outros pais pré-nicenos que ensinavam que aquela luz criada era o Filho de Deus. No século III, Tertuliano, que é considerado o pai da doutrina da Trindade, por ter sido o primeiro a usar essa expressão, ensinou que a luz de Gênesis 1:3 era o próprio Filho de Deus.

Tertuliano Contra Práxeas - Capítulo 7

Então, por consequência, a mesma Palavra assume Sua própria forma e gloriosa vestimenta, Seu próprio som e expressão vocal, quando Deus diz: "Haja luz". Este é o perfeito nascimento da Palavra, quando Ela procede de Deus - formada por Ele primeiro para idealizar e planejar todas as coisas sob o nome de Sabedoria - "O Senhor Me criou ou formou como o princípio de Seus caminhos"; então mais tarde foi gerada, para levá-las a cargo - "Quando Ele preparou os céus, Eu estava presente com Ele". Assim Ele o faz igual a Ele: pois por proceder Dele mesmo, Ele Se torna Seu Filho primogênito, por ser gerado antes de todas as coisas; e Seu Unigênito também, porque foi sozinho gerado por Deus, de uma forma peculiar a Si mesmo, do útero de Seu próprio coração - como o próprio Pai mesmo testifica: "Meu coração", diz Ele, "emitiu minha mais excelente Palavra".

Tertuliano Contra Práxeas - Capítulo 12

Sua primeira declaração é de fato feita, quando o Filho não havia aparecido ainda: "E Deus disse: 'Haja luz, e houve luz'." Imediatamente aparece a Palavra, "aquela verdadeira luz, que ilumina o homem em sua vinda ao mundo", e através Dele também vem a luz ao mundo.

Portanto os ministros da Mensagem que pregam que aquela luz criada era o Filho sendo criado, estão pregando o mesmo ensino do pai da Trindade.

Tertuliano não concordava com o dogma da filiação eterna de Jesus, ao afirmar que Ele teve um princípio ao ser gerado por Deus antes de todas as coisas, mas ele falha em não concordar com o ensino dos pais de Éfeso, que não aceitaram o falso dogma que fazia de Jesus a luz criada de Gênesis 1:3. De qualquer maneira, essas e outras discordâncias de ensino entre Irineu e Tertuliano, ajudam a cair por terra a hipótese de que Irineu fosse um trinitário em potencial, como querem os defensores da Trindade.

Qual desses dois pais pré-nicenos estariam certos? Entre Tertuliano, o pai da Trindade, e Irineu, o discípulo de Policarpo, ficamos com este último.

A Distinção Entre Deus e Jesus

O irmão Branham em inúmeras ocasiões faz uma clara distinção entre Jesus e Deus, não fazendo de ambos o mesmo Ser como é ensinado pelos trinitários e unicistas. O irmão Branham sempre enfatizou a comunhão que havia entre Deus e o Seu Filho, mostrando uma distinção real entre os dois.

Fé (15/08/1956) § 38 [Sem tradução]

Se Jonas naquelas circunstâncias pôde crer em Deus e se recusar em olhar para qualquer coisa que fosse contrária ao programa de Deus, você não está em uma forma tão ruim. Quanto mais deveria você olhar esta noite, não para um templo feito por mãos do homem, não para um templo terrestre, mas para um templo celestial onde Cristo, o Filho de Deus, com Sua roupa ensanguentada, está diante de Deus Pai esta noite, para interceder sobre qualquer confissão, que você faz em Suas bênçãos redentoras e as reivindica.

Vivendo, Morrendo, Sepultado, Ressuscitando, Vindo (29/03/1959) §§ 29-31

Davi, oitocentos anos antes que isso acontecesse, gritou com a mesma voz que Ele clamou no Calvário: "Deus Meu, por que Me desamparaste?". Que coisa terrível que o pecado faz, ele separa o homem de Deus. E Ele era a oferta pelo pecado, que tinha de ser oferecida por nossos pecados. E Ele foi separado da Presença de Deus. O pecado O havia separado. Deus colocou nossos pecados sobre Ele, e Ele foi separado de Deus, e foi por isso que Ele clamou: "Por que Me desamparaste?".

O Poderoso Conquistador (10/01/1958) § 23 [Sem tradução]

Os Anjos cantavam e louvavam a Estrela da manhã enquanto ela Se movia pela rua como o poderoso Conquistador que havia vencido os pecados do mundo e que havia trazido os justos triunfantemente. Lá embaixo através da cidade eles foram, até chegarem ao trono. Lá no trono Se assenta o poderoso Jeová. E quando Jesus veio ao trono, caiu de joelhos e disse: "Pai, concluí aquela obra que Me deste para fazer. Eu paguei a dívida pelo pecado. Tenho tanto as chaves da morte como do inferno, e o Teu inimigo está derrotado. E estes são os que esperaram pacientemente por esta hora". E eu posso ver o Pai, quando Ele disse: "Suba até aqui no Meu trono, Meu Filho, e Se assente aqui até que Eu faça de todos os inimigos o escabelo dos Teus pés". Lá Ele Se assenta, o poderoso Conquistador.

O irmão Branham disse que o seu ministério foi para nos revelar o único Deus verdadeiro e de que este Deus tem um Filho.

Fazendo Um Vale Cheio de Covas (19/07/1952) § 36 [Sem tradução]

Ó Deus, meu Pai, que me separou desde o ventre de minha mãe e me chamou para este propósito, ordenando isto, que eu trouxesse esta mensagem para o povo, desde antes da fundação do mundo, para que eles possam saber que TU ÉS O ÚNICO DEUS VERDADEIRO, E JESUS CRISTO O TEU FILHO.

Essas palavras do irmão Branham são apenas alguns exemplos de distinção que ele fazia entre o Pai e o Filho, e foi exatamente assim que os primeiros pais da igreja ensinaram. Observamos que em uma epístola sua, o apóstolo Paulo mencionou certa vez o nome de um associado seu, chamado Clemente.

Filipenses 4:3

E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida.

Este Clemente viveu depois em Roma como uma grande testemunha do ensino dos apóstolos. Ele nunca pregou uma doutrina trinitária de três Pessoas de Deus, e nem muito menos fez de Jesus a própria Pessoa de Deus. Vemos nas cartas de Clemente que ele fez o mesmo tipo de distinção entre Deus e o Seu Filho Jesus Cristo, como o irmão Branham viria a fazer mais tarde.

Clemente de Roma - Primeira Carta de Clemente aos Coríntios, Capítulo 59

Que todas as nações reconheçam que Tu és o único Deus, e que Jesus Cristo é o Teu Filho, e "nós somos o Teu povo e ovelhas do Teu rebanho."

Irineu exaltou a carta de Clemente e o ensino que ele promoveu da fiel doutrina apostólica.

Irineu Contra as Heresias - Livro III; Capítulo 3

No pontificado de Clemente surgiram divergências graves entre os irmãos de Corinto. Então a Igreja de Roma enviou aos coríntios uma carta importantíssima para reuni-los na paz, reavivar-lhes a fé e reconfirmar a tradição que há pouco tempo tinham recebido dos apóstolos, isto é, a fé num único Deus todo-poderoso, que fez o céu e a terra, plasmou o homem e provocou o dilúvio, chamou Abraão, fez sair o povo do Egito, conversou com Moisés, deu a economia da Lei, enviou os profetas, preparou o fogo para o diabo e os seus anjos. Todos os que o quiserem podem aprender desta carta que este Deus é anunciado pelas Igrejas como o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (Observe que Jesus nunca foi anunciado pelos primeiros pais como sendo a Pessoa do próprio Deus e Pai) e conhecer a tradição apostólica da Igreja.

Justino, que foi mestre de Irineu, também soube fazer uma distinção entre Deus e o Seu Filho.

Justino de Roma - I Apologia - Capítulo 40

Notai também como se profetiza que pessoas de todas as raças deveriam crer Nele, que Deus O chama de Seu Filho e promete submeter-Lhe todos os Seus inimigos; ainda como os demônios, enquanto podem, procuram escapar do poder de Deus Pai e soberano de tudo e de Cristo; por fim, como Deus chama todos à penitência antes de chegar o dia do julgamento.

Justino de Roma - I Apologia - Capítulo 12

Que isso, porém, não vos será de bom augúrio, o Verbo o demonstra, Ele que é o Rei mais alto, o Governante mais justo que conhecemos, depois de Deus que O gerou. Com efeito, do mesmo modo como todos recusam a pobreza, o sofrimento e a desonra paterna, assim também não haverá homem sensato que aceite aquilo que a razão ordena não aceitar. Que tudo isso aconteceria, como digo, o predisse nosso Mestre, que é ao mesmo tempo Filho e legado de Deus Pai e soberano do universo, Jesus Cristo, do Qual também originou-se o nosso nome de cristãos.

Jesus Louvou a Deus

Justino deixa ainda mais clara a diferença entre Jesus e Deus quando menciona algo que os discípulos dos apóstolos contaram ter ouvido deles e que não foi registrado nos evangelhos, de que quando Jesus Se reuniu com os apóstolos após ter ressuscitado, convidou a todos a louvarem a Deus. Jesus, mesmo ressuscitado, não Se apresentou como Deus, mas como o Seu Filho.

Justino de Roma - Diálogo com Trifão - Capítulo 106

Como Jesus sabia que Seu Pai Lhe concederia o que pedisse e O ressuscitaria dentre os mortos, exortou a todos os que temem a Deus para que O louvassem, pois tinha sido misericordioso com todo o gênero humano que crê, mediante Sua morte na cruz. Ele Se colocou no meio de Seus irmãos, Seus apóstolos, os quais, depois da ressurreição, persuadindo-se do que Ele lhes havia dito antes sobre tudo aquilo que Ele deveria sofrer e de que tudo estava anunciado pelos profetas, arrependeram-se de tê-Lo abandonado quando foi crucificado. Estando no meio deles, entoou um hino a Deus, como consta nas Memórias dos Apóstolos. É o que declaram as palavras finais do salmo: "Narrarei o Teu nome entre os Meus irmãos e no meio da congregação entoarei hinos a Ti. Louvai ao Senhor, vós que O temeis; glorificai-O, toda a descendência de Jacó. Tema-O, toda a descendência de Israel".

Observe que Jesus não disse para os Seus irmãos: "Louvem e adorem a Mim, porque Eu sou o único Deus Todo Poderoso".

Inácio de Antióquia - Carta aos Magnésios - Capítulo 7

Correi todos juntos como ao único templo de Deus, ao redor do único altar, em torno do único Jesus Cristo, que saiu do único Pai e que era único em Si e para Ele voltou. Não vos deixeis enganar por doutrinas heterodoxas nem por velhas fábulas que são inúteis. Com efeito, se ainda vivemos segundo a lei, admitimos que não recebemos a graça. De fato, os diviníssimos profetas viveram segundo Jesus Cristo. Por essa razão foram perseguidos, pois eram inspirados pela graça Dele, a fim de que os incrédulos ficassem plenamente convencidos de que existe um só Deus, que Se manifestou por meio de Jesus Cristo Seu Filho, que é o Seu Verbo saído do silêncio, e que em todas as coisas se tornou agradável Àquele que O tinha enviado.

Aristides fazia uma distinção entre Deus e Jesus ao ensinar que o Pai de Jesus era Deus, o Espírito Santo.

Aristides de Atenas [134 d.C.]

Os cristãos, porém, descendem do Senhor Jesus Cristo, e este é confessado como Filho do Deus Altíssimo no Espírito Santo, descido do céu para a salvação dos homens. Gerado de uma virgem santa, sem germe nem corrupção, encarnou-Se e apareceu aos homens, para afastá-los do erro do politeísmo.

Aqui Aristides está dizendo que o Espírito Santo é o Deus e o Pai de Jesus, e quando Ele afirma que Jesus Cristo desceu do céu, significa que Ele teve uma preexistência.

Nas palavras finais de Policarpo proferidas no momento de sua morte é possível notar uma clara diferença e separação que Ele fez de Deus e do Seu Filho, sem fazer de ambos o mesmo Ser a e a mesma Pessoa.

Palavras finais de Policarpo durante o seu martírio em 155 d.C.

SENHOR, DEUS TODO-PODEROSO, PAI DE TEU FILHO AMADO E BENDITO, JESUS CRISTO, pelo qual recebemos o conhecimento do Teu nome, Deus dos anjos, dos poderes, de toda criação e de toda a geração de justos que vivem na Tua presença! Eu Te bendigo por me teres julgado digno deste dia e desta hora, de tomar parte entre os mártires, e do cálice de Teu Cristo, para a ressurreição da vida eterna da alma e do corpo, na incorruptibilidade do Espírito Santo. Com eles, possa eu hoje ser admitido à Tua presença como sacrifício gordo e agradável, como Tu preparaste e manifestaste de antemão, e como realizaste, ó Deus sem mentira e veraz. Por isso e por todas as outras coisas, eu Te louvo, Te bendigo, Te glorifico, pelo eterno e celestial sacerdote JESUS CRISTO, TEU FILHO AMADO, pelo qual seja dada glória a Ti, com Ele e o Espírito, agora e pelos séculos futuros. Amém.

Policarpo foi discípulo do apóstolo João e até na hora da sua morte, (ainda dentro da era de Éfeso) vemos que ele soube fazer uma distinção clara entre Jesus Cristo e Deus, sem fazer de ambos o mesmo Ser e a mesma Pessoa e muito menos pessoas diferentes de uma mesma Divindade. As doutrinas da trindade e da unicidade só apareceriam no século seguinte.

Policarpo de Esmirna - Segunda Carta aos Filipenses, Capítulo 12

O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, e este mesmo pontífice eterno, Jesus Cristo Filho de Deus, nos edifique na paciência e longanimidade, na tolerância e castidade. Que Ele vos conceda herança e parte entre Seus santos, e convosco também a nós e a todos aqueles que estão sob o céu e que crerão em nosso Senhor Jesus Cristo e no próprio Pai, que O ressuscitou dentre os mortos.

Na introdução da sua epístola aos filipenses, Policarpo ensinou a distinção de personalidades entre o Deus Todo-Poderoso e Jesus Cristo.

Policarpo de Esmirna - Segunda Carta aos Filipenses - Capítulo 1

Policarpo e os presbíteros que estão com ele, à Igreja de Deus que vive como estrangeira em Filipos. A misericórdia e a paz sejam dadas em plenitude pelo Deus Todo-poderoso e por Jesus Cristo nosso Salvador.

Justino explica que Jesus não aceitou ser chamado de "bom mestre" porque essa alcunha somente deveria ser atribuída ao Seu Deus.

Justino de Roma - Apologia, Capítulo 16 (155 d.C.)

Sobre adorar unicamente a Deus, Ele nos persuadiu, dizendo: "O maior mandamento é este: adorarás ao Senhor teu Deus e só a Ele servirás de todo o teu coração e com toda a tua força, ao Senhor Deus que te criou". Certa vez alguém se aproximou Dele e Lhe disse: "Bom Mestre", Ele respondeu: "Ninguém é bom a não ser Deus, que fez todas as coisas".

Veja que nessa ocasião, mesmo Jesus sendo Deus encarnado, não fez de Si mesmo o próprio Deus.

Jesus é Deus, Mas Não é o Próprio Pai

Em algumas Escrituras, Jesus foi chamado de "Deus", que depois foram usadas tanto pelos trinitários como unicistas para defenderem suas próprias doutrinas. O irmão Branham em inúmeros sermões chamou Jesus de "Deus", porém ele não o fez da mesma maneira que os trinitários e unicistas.

Um Homem Correndo da Presença do Senhor (17/02/65) § 95

Então eis que veio aquele outro Adão, o qual foi Cristo, jamais um foi como Ele! Alguém disse que Ele não era Deus? Sua singularidade provou que Ele era Deus.

Uma Exposição das Sete Eras da Igreja, pág. 303

Sabemos com segurança que Jesus é Deus, o próprio Deus. Ele é o Criador.

O Filho não criou nada e nem curou ou fez qualquer outra coisa sem Deus, então se Ele criou alguma coisa, foi porque Deus, o próprio Deus estava Nele, e isso fez de Jesus Deus. Para o irmão Branham Jesus era Deus por uma série de motivos, seja pelo fato de Deus ter habitado corporalmente em plenitude em Seu Filho, seja por Ele ter sido Sua imagem visível, ou o representante de Deus. Seu Sangue era o de Deus.

Jesus foi até chamado de "Deus" por alguns pais efesianos, porém nenhum deles O chamou dessa maneira com a intenção de fazer Dele o Seu próprio Pai, mas porque O reconheciam que por ser o Filho de Deus, levava Consigo a imagem e atributos de Seu Pai. Portanto embora Jesus fosse tido pelos pais como Deus, ainda assim era sempre distinguido do único Deus e Pai. Portanto, ao ser chamado de "Deus", isso não significa que Jesus era tido como um segundo Deus ou uma segunda Pessoa de Deus.

Inácio de Antióquia - Carta aos Romanos - Saudação

Inácio, também chamado Teóforo, à Igreja que recebeu a misericórdia, por meio da magnificência do Pai Altíssimo e de Jesus Cristo, Seu Filho Unigênito; à Igreja amada e iluminada pela bondade daquele que quis todas as coisas que existem, segundo fé e amor dela por Jesus Cristo, nosso Deus; à Igreja que preside na região dos romanos, digna de Deus, digna de honra, digna de ser chamada feliz, digna de louvor, digna de sucesso, digna de pureza, que preside ao amor, que porta a lei de Cristo, que porta o nome do Pai; eu a saúdo em nome de Jesus Cristo, o Filho do Pai. Àqueles que física e espiritualmente estão unidos a todos os Seus mandamentos, inabalavelmente repletos da graça de Deus, purificados de toda coloração estranha, eu lhes desejo alegria pura em Jesus Cristo, nosso Deus."

Inácio de Antióquia - Carta aos Romanos - Capítulo 3

De fato, nosso Deus Jesus Cristo, estando agora com Seu Pai, torna-Se manifesto ainda mais. O cristianismo, ao ser odiado pelo mundo, mostra que não é obra de persuasão, mas de grandeza.

Recorde que há pouco vimos Inácio chamar o Pai de Jesus de "o único Deus que Se manifestou por meio de Seu Filho". Portanto ele não poderia estar aqui mudando de ensino e dizendo que o Filho seria esse mesmo Deus único, e tampouco está fazendo de Jesus um segundo Deus ou um Deus menor, mas ele está se referindo ao fato de que por Jesus ser o Filho de Deus, Ele pode manifestar a Divindade de Seu Pai em Si mesmo.

Inácio de Antióquia - Carta aos Efésios

Inácio, também chamado Teóforo, à Igreja que foi grandemente abençoada com a plenitude de Deus Pai, predestinada antes dos séculos para existir sempre, para uma glória que não passa, inabalavelmente unida, escolhida na paixão verdadeira, pela vontade do Pai e de Jesus Cristo, nosso Deus. À Igreja digna de ser chamada feliz, que está em Éfeso, na Ásia, as melhores saudações em Jesus Cristo e numa alegria irrepreensível."

Estaria Inácio fazendo de Jesus o próprio Deus? Impossível, porque Ele fazia uma distinção entre ambos. Então estaria fazendo de Jesus um segundo Deus ou um Deus menor? Tampouco. Jesus era "Deus" para esses pais pré-nicenos pelo fato de Ele ser a imagem de Deus mesmo para a Igreja. Para Inácio, Jesus era Deus simplesmente porque Ele tentava ser o Seu imitador.

Inácio de Antióquia - Carta aos Filadelfienses, Capítulo 7

Foi o Espírito que me anunciou, dizendo: "Não façais nada sem o bispo, guardai vosso corpo como templo de Deus, amai a união, fugi das divisões, sede imitadores de Jesus Cristo, como Ele também o é do Seu Pai.

Para Inácio, Jesus era um imitador de Deus, tentando revelar para a Igreja por meio de Si mesmo, tudo o que Deus é. O irmão Branham disse que Jesus não veio para dar a conhecer a Si mesmo, mas para revelar e dar a conhecer o único Deus, e Ele fez isso por meio de Sua própria Vida.

Então com isso, é preciso entender que quando o irmão Branham chamou Jesus de "Deus", ele o fez da mesma maneira como está nas Escrituras, e de como ele viu em suas leituras os pais pré-nicenos fazerem.

Uma Exposição das Sete Eras da Igreja, pág. 300

O Novo Testamento não revela um outro Deus, é uma revelação adicional do ÚNICO E MESMO DEUS. Cristo não desceu para dar a conhecer a Si mesmo. Ele não veio para revelar o Filho. E veio para revelar e dar a conhecer o Pai. Ele nunca falou de dois Deuses; Ele falou de UM só Deus.

Sendo assim, Jesus nos revelou Deus por meio de Si mesmo, o que O torna Deus para a Igreja. Não um segundo ou outro Deus, mas o próprio Deus, embora o Filho em Si não seja Deus.

Justino procurava ensinar a mesma coisa que o apóstolo João, de que Aquela Palavra que estava com Deus no princípio era Deus sendo gerado por Deus. Em outras palavras, Deus mesmo estava sendo revelado e conhecido por meio Daquela Palavra ou Verbo que saiu Dele no princípio.

Justino de Roma - Diálogo com Trifão - Capítulo 61

Eu prossegui: - Amigos, apresentar-vos-ei outro testemunho das Escrituras sobre um princípio anterior a todas as criaturas que Deus gerou, certa potência racional de Si mesmo, (Ou seja, o Filho que foi gerado antes da criação era uma manifestação de Deus mesmo) que é chamada pelo Espírito Santo de Glória do Senhor, às vezes Filho, outras Sabedoria, (No livro de Provérbios) ou ainda Anjo ou Deus, Senhor, Palavra. Ela mesma se autodenomina Chefe do exército, ao aparecer em forma de homem a Josué, filho de Naum. Todas essas denominações lhe são atribuídas por estar a serviço da vontade do Pai e por ter sido gerada pela vontade do Pai. (...) Entretanto, será a palavra da sabedoria que me dará testemunho, pois ela é esse mesmo Deus gerado pelo Pai do universo e que subsiste como Palavra, Sabedoria, poder e glória Daquele que A gerou. Ela diz o seguinte, pela boca de Salomão: "Depois de anunciar-vos o que acontece cada dia, ater-me-ei a enumerar-vos as coisas que existem desde a eternidade. O Senhor Me gerou como princípio de seus caminhos para as suas obras. Alicerçou-me antes do tempo, no princípio, antes de fazer a terra, antes de criar os abismos, antes de fazer brotar as fontes das águas, antes de assentar as montanhas, antes de todas as colinas, Ele Me gerou. (...) Demonstrei profundamente que Cristo, que é Senhor e Deus, Filho de Deus, antes apareceu prodigiosamente como Homem, como Anjo e também na glória do fogo, como na visão da sarça e no julgamento de Sodoma.

Os judeus quiseram apedrejar a Jesus porque entenderam que como Ele Se apresentava como Filho de Deus, isso para eles era o equivalente a fazer de Si mesmo Deus.

João 10:33

Os judeus responderam, dizendo-Lhe: Não Te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, Te fazes Deus a Ti mesmo.

Os judeus haviam entendido que Jesus estava querendo dar a conhecer Deus para eles por meio de Sua vida, pois antes de fazer com a Igreja gentílica, Ele tentou fazer com o povo de Israel. E para os pais pré-nicenos, Jesus era Deus pelo simples fato de Ele ser o Filho primogênito de Deus.

Justino de Roma - Diálogo Com Trifão - Capítulo 125

Por isso, através do mistério da luta que Jacó enfrentou com Aquele que lhe apareceu para cumprir a vontade do Pai, mas que era Deus, por ser Filho primogênito antes de todas as criaturas, foi profetizado que o Cristo, feito homem, faria.

Justino de Roma - Diálogo Com Trifão - Capítulo 127

Portanto, nem Abraão, nem Isaque, nem Jacó, nem qualquer outro homem jamais viu Aquele que é Pai inefável e Senhor absoluto de todas as coisas e também do próprio Cristo, mas viu Seu Filho, que também é Deus por vontade Daquele, e Anjo por estar a serviço de Seus desígnios, Aquele mesmo que o Pai quis que nascesse homem por meio da virgem e que, em outro tempo, Se tornou fogo para falar com Moisés a partir da sarça.

Justino de Roma - Diálogo Com Trifão - Capítulo 48

Todavia, Trifão, mesmo que eu não pudesse demonstrar que o Filho do Criador do universo preexiste como Deus e que nasceu como homem de uma virgem, nem por isso deixa de ser provado que Jesus é o Cristo de Deus."

Veja que apesar de chamar Jesus de "Deus", Justino ao mesmo tempo faz uma distinção entre Ele e o único Deus. Jesus preexiste como Deus porque mesmo antes de qualquer coisa ter sido criada, o Filho já existia na forma de Deus.

Filipenses 2:5-7

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-Se semelhante aos homens.

O que Paulo está dizendo aqui é que antes de Jesus ter descido para assumir a forma de homem, o mesmo preexistia nos Céus com Seu Pai e na forma de Deus.

Justino de Roma - Diálogo Com Trifão - Capítulo 56

Eu disse novamente: - Voltando às Escrituras, tentarei convencer-vos de que este Deus, do qual se diz e escreve que apareceu a Abraão, a Jacó e a Moisés, é outro além do Deus Criador do universo. Numericamente outro, e não no conhecimento e pensamento. Com efeito, afirmo que nunca fez, nem falou nada senão o que o Deus Criador do mundo, acima do Qual não existe outro Deus, quer que Ele faça e fale.

Isso precisa ser examinado com muita atenção, porque observe que embora Justino intitulasse Jesus como "Deus", não estava em momento algum fazendo Dele o próprio Deus ou um outro Deus menor.

Justino de Roma - Diálogo Com Trifão - Capítulo 56

Eles me responderam afirmativamente, mas disseram que as palavras citadas nada tinham a ver com a demonstração de que existe outro Deus ou Senhor, ou que o Espírito Santo fale Dele, além do Criador do universo. Eu repliquei: - Uma vez que conheceis essas Escrituras, tentarei persuadir-vos que, de fato, aqui se chama Deus e Senhor a outro que está submetido ao Criador do universo, e que Ele é também chamado anjo ou mensageiro, pelo fato de ser Ele Quem anuncia aos homens tudo o que o Criador do Universo, acima do Qual não existe outro Deus, quer que se lhes anuncie.

Ou seja, o Filho não é o próprio Deus e nem o Pai, mas é Deus em manifestação.

Justino de Roma - I Apologia - Capítulo 63

O Verbo de Deus é Seu Filho, como dissemos antes. E também se chama mensageiro e embaixador, porque Ele anuncia o que se deve conhecer e é enviado para nos manifestar tudo o que o Pai nos comunica. O próprio nosso Senhor o deu a entender, quando disse: "Quem ouve a Mim, ouve Aquele que Me enviou". (...) As palavras citadas são suficientes para demonstrar que Jesus Cristo é Filho e embaixador de Deus, e antes era Verbo, (Ou seja, estava na forma de Deus ) que apareceu algumas vezes em forma de fogo, outras em imagem incorpórea e agora, feito homem por vontade de Deus, e por causa do gênero humano submeteu-Se a sofrer tudo o que os demônios quiseram que os insensatos judeus fizessem com Ele. (...) Portanto, os judeus que pensam ter sido sempre o Pai do universo quem falou a Moisés, quando na realidade falou-lhe o Filho de Deus, que se chama também mensageiro e embaixador Dele, com razão são repreendidos pelo Espírito profético e pelo próprio Cristo, por não terem conhecido nem o Pai, nem o Filho. Porque os que dizem que o Filho é o Pai dão prova de que não sabem nem Quem é o Pai, nem tomaram conhecimento de que o Pai do universo tenha um Filho que, sendo Verbo e primogênito de Deus, também é Deus.

E lembre-se que este Filho é Deus sem medida. Justino disse que quem tenta fazer do Filho próprio Deus e Pai, mostra que não conhece de fato o Filho. Isso porque embora Ele seja a imagem e o reflexo de Deus, isso não torna a própria Pessoa e o Ser de Deus.

Para Irineu, discípulo de Justino, o Filho só poderia ser Deus por conta de Ele ser a Sua manifestação visível, uma vez que ninguém pode ver Deus. Neste sentido, aquele que saiu de Deus, tem que ser Deus por ser Sua imagem e por levar em Si a mesma natureza de Sua substância.

Irineu - Demonstração da Pregação Apostólica. Capítulo 47

O Pai, então, é Senhor, e o Filho é Senhor, Deus o Pai e Deus o Filho, porque Aquele que é nascido de Deus é Deus. Assim, segundo a essência do Seu Ser e de Seu poder, aparece um só Deus; mas, contemporaneamente, na administração da economia da nossa redenção, Deus aparece como Pai e como Filho. E como o Pai do universo é invisível e inacessível aos seres criados, é através do Filho que os destinados a aproximarem-se de Deus devem conseguir o acesso ao Pai.

Agora vamos para mais uma prova de que Irineu não pregou trinitarianismo e nem unicismo.

Irineu Contra as Heresias - Livro III - Capítulo 9

Fica portanto demonstrado - e será demonstrado com evidência maior - que nem os profetas, nem os apóstolos, nem o Cristo Senhor reconheceram absolutamente como Senhor e Deus a nenhum outro a não ser Aquele que é de maneira exclusiva Senhor e Deus; que os apóstolos e os profetas, ao confessar o Pai e o Filho como Deus, não chamaram Deus e Senhor a ninguém mais; e que, por sua vez, o próprio Senhor não deu a conhecer aos discípulos nenhum Deus e Senhor além do próprio Pai que é o único Deus e domina sobre todos os seres. Por isso, se somos os discípulos deles devemos aceitar este testemunho.

Observe que apesar de Irineu chamar Jesus de "Deus" como visto em algumas Escrituras, ele declara que o próprio Senhor Jesus não apresentou a Si mesmo como sendo o único Deus.

A Preexistência do Filho de Deus

Temos de maneira bastante ampla e completa mostrado o ensino do irmão Branham sobre a preexistência do Filho de Deus. Ele cria e ensinava isso porque sabia tratar-se de uma doutrina bíblica e apostólica.

Atitude e Quem é Deus? (15/08/1950) § 16

Então Ele primeiro foi Deus, Jeová, e Dele... Vamos somente retratar agora como um pequeno drama para que você possa entender isto. Vamos ver surgindo do espaço onde nada existe, vamos fazer disso uma pequena Luz branca, como uma Luz mística, como um Halo. E esse era o Logos que saiu de Deus no princípio. Esse era o Filho de Deus que saiu do seio do Pai. Esse era o que estava no princípio que era a Palavra, e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus. E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. No princípio era Deus. E então de Deus veio o Logos, uma parte de Deus que saiu de Deus.

Vida (02/06/1957) § 58

Vamos fechar nossos olhos para a nossa imaginação por alguns momentos e irmos lá atrás para o - antes que houvesse qualquer coisa. A grande Fonte de toda a eternidade era aquele espírito de amor, de alegria, aquele espírito de honestidade, aquele espírito de veracidade nesta perfeição. E então da existência do Pai saiu o Logos, que era o Filho, que era a teofania, que era o corpo do grande Deus Jeová que saiu em um corpo celestial. Esse é o Logos. A Palavra falou daquelas grandes fontes da vida e saiu. E lá estava a teofania, que era Deus feito em Palavra.

Além dos apóstolos, este também havia sido o mesmo ensino dos vários pais pré-nicenos, muito antes da doutrina trinitária. Todos os pais pré-nicenos que vieram da linhagem doutrinária apostólica ensinavam que Cristo era o Verbo que saiu de Deus antes da fundação do mundo.

Justino de Roma - I Apologia - Capítulo 22

Quanto ao Filho de Deus, que se chama Jesus, ainda que parecesse homem de modo comum, por Sua sabedoria mereceria chamar-Se Filho de Deus, pois todos os escritores chamam o Deus supremo de Pai de homens e de deuses. Afirmamos que Ele, de modo especial e fora do nascimento comum, como já dissemos, nasceu de Deus como Verbo de Deus.

Justino de Roma - I Apologia - Capítulo 46

Nós recebemos o ensinamento de que Cristo é o primogênito de Deus e indicamos antes que Ele é o Verbo, do qual todo o gênero humano participou.

Inácio de Antióquia - Carta de Inácio aos Magnésios. Capítulo 6

Por isso vos peço que estejais dispostos a fazer todas as coisas na concórdia de Deus, sob a presidência do bispo, que ocupa o lugar de Deus, dos presbíteros, que representam o colégio dos apóstolos, e dos diáconos, que são muito caros para mim, aos quais foi confiado o serviço de Jesus Cristo, que antes dos séculos estava junto do Pai e por fim Se manifestou.

A carta de Quadrato mostra que Ele cria e ensinava que Deus criou todas as coisas por meio de Seu Filho que com ele Estava e para Quem Deus comunicava todas as Suas escolhas e decisões.

Carta de Quadrato à Diogneto [120 d.C.]

Nenhum homem viu, nem conheceu a Deus, mas Ele próprio Se revelou a nós. Revelou-Se mediante a fé, unicamente pela qual é concedido ver a Deus. Deus, Senhor e Criador do universo, que fez todas as coisas e as estabeleceu em ordem, não só Se mostrou amigo dos homens, mas também paciente. Ele sempre foi assim, continua sendo, e o será: clemente, bom, manso e verdadeiro. Somente Ele é bom. Tendo concebido grande e inefável projeto, Ele o comunicou somente ao Filho. Enquanto O mantinha no mistério e guardava Sua sábia vontade, parecia que não cuidava de nós, não pensava em nós. Todavia, quando, por meio do Seu Filho amado, revelou e manifestou o que tinha estabelecido desde o princípio, concedeu-nos junto todas as coisas: não só participar dos Seus benefícios, mas ver e compreender coisas que nenhum de nós teria jamais esperado." (...)Quando Deus dispôs tudo em Si mesmo juntamente com Seu Filho, no tempo passado, Ele permitiu que nós, conforme a nossa vontade, nos deixássemos arrastar por nossos impulsos desordenados, levados por prazeres e concupiscências.

A carta de Barnabé mostra que o Filho já existia antes mesmo de Sua encarnação.

Carta de Barnabé [130 d.C.]

Quando Ele escolheu Seus próprios apóstolos, que iriam anunciar o Seu Evangelho, homens cujo pecado ultrapassava a medida, foi para mostrar que Ele não tinha vindo chamar os justos, e sim os pecadores. Então Ele manifestou que era o Filho de Deus. Com efeito, se não tivesse Se encarnado, como os homens poderiam ter sido salvos ao vê-Lo, uma vez que eles não podem levantar os olhos para olhar de frente os raios do sol, que todavia um dia deixará de existir e que é tão-somente obra de Suas mãos? Se o Filho de Deus Se encarnou, foi para levar ao máximo os pecados daqueles que tinham perseguido mortalmente os profetas Dele.

Justino também ensinava que Jesus foi o Filho gerado por Deus antes de todas as criaturas.

Justino de Roma - II Apologia - Capítulo 5

O Pai do universo, sendo ingênito, não tem nome imposto, pois todo aquele que tem nome supõe outro mais antigo que o tenha imposto. 2Pai, Deus, Criador, Senhor, Soberano não são propriamente nomes, mas denominações tiradas de Seus benefícios e de suas obras. Quanto a Seu Filho, o único que propriamente Se diz Filho, o Verbo, que está com Ele antes das criaturas e é gerado, quando no princípio criou e ordenou por Seu meio todas as coisas, chama-se Cristo por Sua unção e porque Deus ordenou por Seu meio todas as coisas.

Aqui está uma prova de que Justino não pode ser considerado como um dos pais criadores da Trindade, visto que ele foi contra a geração eterna do Filho, dogma atualmente defendida pelos trinitarianos. Ele disse que o Filho foi gerado antes das criaturas, enquanto que Deus é "ingênito", ou seja, não gerado. Deus não é Filho de ninguém que O antecedeu. Deus não teve um princípio, mas o Filho teve um princípio. Então Jesus não poderia ser Deus. O irmão Branham disse igualmente que essa era a única diferença entre Jesus e Deus. O Filho teve um princípio, enquanto que Deus é o Pai eterno, sem princípio.

Justino de Roma - Diálogo Com Trifão - Capítulo 45

Dessa forma, portanto, os que cumpriram o que é universal, natural e eternamente bom, tornaram-se agradáveis a Deus e se salvarão por meio de Cristo na ressurreição, do mesmo modo que os justos que os precederam: Noé, Enoque, Jacó e todos os que existiram, juntamente com os que reconhecem este Cristo como Filho de Deus. Este é Aquele que existia antes do luzeiro da manhã e da lua. Todavia, Ele Se dignou nascer feito homem daquela virgem da descendência de Davi, para, por meio desta Sua economia, destruir a serpente perversa desde o princípio, assim como os anjos a ela semelhantes e fazer-nos desprezar a morte."

Justino de Roma - Diálogo Com Trifão - Capítulo 100

A um de Seus discípulos, que até então se chamava Simão, Jesus mudou-lhe o nome para Pedro, porque ele O reconheceu, por revelação do Pai, como Cristo Filho de Deus. E nós O temos descrito como Filho de Deus nas Memórias dos apóstolos e como tal O confessamos. Por um lado, entendemos que, por poder e vontade do Pai, Dele procedeu, antes de todas as criaturas, Cristo, que nos discursos dos profetas é chamado Sabedoria, Dia, Oriente, Espada, Pedra, Vara, Jacó e Israel, algumas vezes de um modo, outras de outro. Por outro lado, confessamos que Ele nasceu da virgem como homem, a fim de que pelo mesmo caminho que iniciou a desobediência da serpente, por esse também ela fosse destruída.

Já ouvi um ministro dessa Mensagem comentar que não há registro de uma suposta existência do Filho de Deus no Antigo Testamento. Porém não era isso que o irmão Branham pensava, e tampouco os pais pré-nicenos.

Possuindo as Portas do Inimigo (08/11/1959) § 27

Eles os levaram diretamente até a fornalha ardente, e quando eles abriram a porta e os jogaram nas chamas, o inimigo que teria lhes consumido, eles possuíram a porta do seu inimigo. Deus enviou o Seu Filho naquelas chamas de fogo e esfriou as cinzas, e conversou com eles enquanto eles estavam lá dentro.

Então o Antigo Testamento fez registro da existência do Filho de Deus, porém tudo estava envolto em um mistério, mas que depois o Espírito Santo desvelou esse mistério para os apóstolos e os pais pré-nicenos.

Irineu Contra as Heresias - Livro IV - Capítulo 10

Em todas as Escrituras está semeado o Filho de Deus que ora fala com Abraão, ora com Noé, dando-lhe as medidas da arca, ora procura Adão, ora faz vir o juízo sobre os sodomitas, ora aparece e guia Jacó no caminho e da sarça fala a Moisés. Não se podem contar as vezes que Moisés indica o Filho de Deus, ele que não esqueceu os dias da paixão que anunciou figuradamente chamando-a Páscoa.

Irineu Contra as Heresias - Livro III - Capítulo 6

A Escritura diz: "O Senhor fez chover sobre Sodoma e Gomorra o fogo e o enxofre provindos do Senhor do céu". Isto significa que o Filho, Aquele que falou com Abraão, recebeu do Pai o poder de condenar os sodomitas por causa da iniquidade deles.

Irineu Contra as Heresias - Livro IV - Capítulo 14

Deus, no princípio, não plasmou Adão porque precisava do homem, mas para ter em quem depositar os Seus benefícios. Com efeito, não somente antes de Adão, mas antes de qualquer coisa criada, o Verbo glorificava o Pai, ficando Nele, e era glorificado pelo Pai, como Ele próprio diz: "Pai, glorifica-Me com a glória que tive junto de Ti antes que o mundo existisse".

Pré-Nicenos - Irineu - Volume 1 - Fragmento XXXIX

Cristo, que foi chamado o Filho de Deus antes das eras, foi manifestado na plenitude dos tempos, a fim de nos purificar pelo Seu Sangue.

Irineu - Demonstração da Pregação Apostólica - Capítulos 50 a 52

Antes de tudo, do colóquio do Pai com o Filho resulta a preexistência do Filho de Deus, e o fato de que, ainda antes do nascimento, o Pai O fez visível aos homens; depois, antes de nascer, que seria tornado homem nascido de homens, que Deus mesmo O teria plasmado no seio, isto é, que seria nascido pelo Espírito de Deus, que é Senhor de todos os homens e Salvador daqueles que Nele creem, dos judeus e dos outros."Israel", de fato, é o nome do povo judeu em língua hebraica, nome que vem do patriarca Jacó, que antes fora chamado "Israel". Chama "gentios" a todos os outros homens. O Filho chama a Si próprio servo do Pai por causa da Sua obediência ao Pai, pois todo filho, também entre os homens, é servo de seu pai. (...) Que o Cristo, Filho de Deus existente antes do mundo, seja com o Pai e junto do Pai

Irineu Contra as Heresias - Livro III - Capítulo 18

Demonstrado até a evidência que o Verbo existia, desde o princípio junto de Deus, que por Sua obra foram feitas todas as coisas, que sempre esteve presente ao gênero humano e que justamente Ele, nestes últimos tempos, segundo a hora estabelecida pelo Pai, Se uniu à obra de Suas mãos, feito homem passível, está refutada toda afirmação contrária dos que dizem: se nasceu nestes últimos tempos, houve um tempo em que o Cristo não existia. Com efeito, demonstramos que a existência do Filho de Deus não teve início naquele momento, existindo desde sempre junto do Pai.

Segundo o irmão Branham, Jesus é chamado de o Filho Unigênito porque Sua geração é ainda anterior à criação do mundo.

O Poder de Deus Para Transformar (11/09/1965) § 58

Agora, esse grande Criador havia colocado Seu filho criado. Agora, Adão foi o Seu primeiro filho criado. Jesus foi o Seu Filho Unigênito, veja, Ele foi gerado por uma mulher. Mas Adão foi direto da mão de Deus, na criação.

A Perfeição (19/04/1957) § 40

Então, Deus, por Sua Graça soberana, enviou dos portais da Glória, o Seu Filho Unigênito para assumir o nosso lugar.

Se o Filho antes de ser enviado por Deus estava nos "portais da glória" no Céu, é porque para o irmão Branham Jesus possuía uma preexistência. E era assim que os pais pré-nicenos ensinaram, de que Jesus era o Filho unigênito ainda antes de Seu nascimento físico.

Irineu Contra as Heresias - Livro III - Capítulo 16

Quanto a João, já demonstramos suficientemente com as próprias palavras dele, que conheceu um só e idêntico Verbo de Deus, o Filho Unigênito, que Se encarnou para nossa salvação, nosso Senhor Jesus Cristo.

Irineu Contra as Heresias - Livro III - Capítulo 17

Portanto, o Espírito desceu, por causa da economia de que falamos, e o Filho unigênito de Deus, que é também o Verbo do Pai, veio na plenitude do tempo, encarnou-se no homem por causa do homem e toda a economia acerca do homem foi realizada por Jesus Cristo nosso Senhor, único e idêntico, como o próprio Senhor testifica, os apóstolos confessam e os profetas proclamam.

Irineu - Demonstração da Pregação Apostólica

Lá em Jerusalém foram enviados por Deus, por meio do Espírito Santo, os profetas, que aconselhavam o povo e o convertia ao Deus Onipotente de seus pais; como arautos da revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, anunciavam que à estirpe de Davi havia de florescer o Seu corpo, a fim de que fosse, segundo a carne, filho de Davi - que era filho de Abraão - em virtude de uma longa cadeia de gerações, e, segundo o Espírito, Filho de Deus, preexistente com o Pai, gerado antes da fundação do mundo e aparecido como homem ao mundo inteiro nos últimos tempos.

Os Pais Pré-Nicenos - Irineu - Volume 1 - Fragmento LII

Os livros sagrados reconhecem, em relação a Cristo, que como Ele é o Filho do homem, então é o mesmo Ser não um [mero] homem; e enquanto Ele é carne, Ele também é espírito, e a Palavra de Deus, e Deus. E enquanto Ele nasceu de Maria nos últimos tempos, Ele também saiu de Deus como o Primogênito de toda criação; (...) E enquanto Ele era filho de Davi, Ele também era o Senhor de Davi. E enquanto Ele era desde Abraão, Ele também existiu antes de Abraão. E enquanto Ele foi o servo de Deus, Ele é o Filho de Deus e o Senhor do universo.

O Batismo em Nome de Jesus

O irmão Branham sempre ensinou que o batismo apostólico segundo as Escrituras era em Nome do Senhor Jesus Cristo, e não dos títulos.

Uma Igreja Enganada Pelo Mundo (28/06/1959) § 47

Porém há milhares de pregadores pentecostais que sabem que não há tal coisa na Bíblia como o batismo em nome do "Pai, Filho, e Espírito Santo." Eu desafio o arcebispo, ou alguém mais, para me mostrar aonde alguém alguma vez foi batizado no nome do "Pai, Filho, e Espírito Santo." Porém eles se comprometem, porque as organizações tem feito assim. Não há nenhuma pessoa no Novo Testamento, e por trezentos anos depois, pela história, senão que fosse batizada no Nome de Jesus Cristo. O que é isto? Organização. Aquilo é o que fez isto. Se comprometendo!

De fato, os pais pré-nicenos ensinavam que o batismo somente poderia ser no nome de Jesus.

O Pastor de Hermas [150 d.C.]

Ninguém entrará no Reino de Deus, se não tiver recebido o Seu nome santo. Se quiseres entrar numa cidade e ela for cercada de muralhas e só houver uma porta, poderias entrar nela sem ser pela única porta que tem?" Eu respondi: "Como poderia ser de outra maneira, senhor?" Ele continuou: "Da mesma forma que não poderias entrar na cidade a não ser pela sua porta, também o homem não pode entrar no Reino de Deus senão pelo nome de Seu Filho amado. Viste a multidão que construía a torre?" Eu respondi: "Sim, senhor, eu vi." Ele continuou: "Todos eles são anjos gloriosos. É por meio deles que o Senhor foi cercado com muralha. A porta é o Filho de Deus. É a única entrada para o Senhor. Ninguém chegará até Ele, senão por meio de Seu Filho. Viste os seis homens e, no meio deles, um homem grande e glorioso, que andava ao redor da torre e que rejeitou como indignas as pedras da construção?" Eu disse: "Sim, senhor, eu vi." Ele explicou: "O homem glorioso é o Filho de Deus, e os outros seis são os anjos gloriosos que o escoltam, à Sua direita e à Sua esquerda. Sem Ele, nenhum desses anjos gloriosos poderá entrar para junto de Deus. Quem não tiver recebido o nome Dele, não entrará no Reino de Deus."

O Pastor de Hermas [150 d.C.]

Eu pedi: "Senhor, explica-me mais ainda." Ele respondeu: "O que procuras mais?" Eu continuei: "Senhor, por que as pedras tiveram que subir do fundo, para ser colocadas na construção da torre, embora tivessem esses espíritos?" Ele respondeu: "Era preciso que saíssem da água, para receber a vida. Elas não podiam entrar no Reino de Deus, senão deixando a mortalidade da vida anterior. Tais mortos receberam o selo do Filho de Deus e entraram no Reino de Deus. De fato, antes de levar o nome do Filho de Deus o homem está morto. Quando recebe o selo, deixa a morte e retoma a vida. O selo é a água: eles descem à água e daí saem vivos. Também a eles foi anunciado esse selo, e eles o usaram para entrar no Reino de Deus." Eu perguntei: "Senhor, por que as quarenta pedras também sobem com eles do abismo, visto que estas já haviam recebido o selo?" Ele respondeu". "Porque esses apóstolos e doutores que anunciaram o nome do Filho de Deus, adormecidos no poder e na fé do Filho de Deus, O anunciaram também àqueles que tinham morrido antes deles, e lhes deram o selo do anúncio. Desceram com eles à água e novamente subiram. Contudo, desceram vivos e subiram vivos, enquanto os que estavam mortos antes deles desceram mortos e subiram vivos. É graças a eles que estes últimos receberam o nome do Filho de Deus. Por isso, subiram com eles, foram ajustados à construção da torre, e colocados sem ser lavrados, porque morreram na justiça e na pureza. Apenas não tinham o selo. Agora tens a explicação dessas coisas." Eu respondi: "Sim, senhor.

Justino de Roma - I Apologia - Capítulo 61

Então tomam na água o banho em nome de Deus, Pai soberano do universo, e de nosso Salvador Jesus Cristo e do Espírito Santo. (...) Pronuncia-se na água, sobre aquele que decidiu regenerar-se e se arrepende de seus pecados, o nome de Deus, Pai e soberano do universo; e aquele que conduz ao banho pronuncia este único nome sobre aquele que vai ser lavado.

Observe que os pais pronunciavam o nome para batismo, e não os títulos. Observamos também que Justino afirmou que só existe um único nome a ser usado para batizar, e o seu discípulo Irineu, deixa claro de que esse nome é o de Jesus Cristo.

Irineu Contra as Heresias - Livro III - Capítulo 12

Jesus Cristo é o Filho de Deus, o juiz dos vivos e dos mortos, em Nome do Qual deveriam ser batizados para receberem a remissão dos pecados.

Irineu ensinou que o nome do Pai era o mesmo nome do Seu Filho

Irineu Contra as Heresias - Livro IV - Capítulo 17

Assim acontece com o nome de Jesus Cristo que é glorificado pela Igreja no mundo inteiro: o Pai o declara Seu porque é o nome de Seu Filho e porque Ele mesmo o gravou, dando-O para a salvação dos homens. Portanto, sendo o nome do Filho o próprio do Pai...

Irineu - Demonstração da Pregação Apostólica - Capítulo 96

Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo", e nenhum outro nome foi dado sob o céu, no qual os homens "são salvos", mas o de Deus, que é Jesus Cristo, Filho de Deus, a quem obedecem também os demônios, os espíritos maus e todas as potências rebeldes.

Os Títulos de Deus Não São o Seu Nome

Como o irmão Branham não ensinava o batismo por meio de títulos, os mesmos não poderiam ser tidos ou considerados como nomes. Um dos ensinos do irmão Branham era de que os títulos de Deus não eram de fato o nome de Deus.

A Revelação de Jesus Cristo (04/12/1960) § 190

E Pai, Filho, e Espírito Santo não são nomes. São títulos que pertencem a um Nome. Eles batizam: "O nome do 'Pai, Filho, Espírito Santo.'" Pai não é nome, e Filho não é nome, e Espírito Santo não é nome. É um título, como "humano." É isso que é, o Espírito Santo. Um humano... Ou, um espírito, Espírito Santo. Então dizem: "Em nome do 'Pai.'" Olhe os pais, e os filhos de seus filhos. Olhe os humanos aqui. Está vendo? "Pai, Filho, e Espírito Santo" não é nome. É um título que pertence ao Nome do "Senhor Jesus Cristo."

Justino também ensinava que os títulos de Deus não eram o Seu nome, da mesma maneira como o irmão Branham ensinava.

Justino de Roma - II Apologia - Capítulo 5

O Pai do universo, sendo ingênito, não tem nome imposto, pois todo aquele que tem nome supõe outro mais antigo que o tenha imposto. Pai, Deus, Criador, Senhor, Soberano não são propriamente nomes, mas denominações tiradas de Seus benefícios e de Suas obras.

As Três Dispensações dos Ofícios de Deus

Outro ensino muito comum do irmão Branham era de que esses mesmos títulos de Deus eram ofícios que Deus manifestava em dispensações de tempos.

Adoção Espiritual (23/09/1956) § 56 [Sem tradução]

Agora, três é o número da perfeição. Assim é que Deus é perfeito. O único e verdadeiro Deus eterno é perfeito nas três dispensações da manifestação da Sua Divindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Não quer dizer que existem três diferentes deuses individuais, mas existe um Deus representado no três. Deus não é três, Deus é um, mas três manifestações da Sua Divindade, significando três dispensações de tempo sobre a terra.

A Posição no Corpo de Cristo (22/05/1960) § 213

E, agora, Deus teve três ofícios. Um deles era chamado de Paternidade, ou a dispensação do Pai; o outro era chamado de Filiação; e o outro era chamado de Espírito Santo. Agora, hoje, em que... em que dispensação está o Pai operando hoje? [A congregação diz: "Espírito Santo" - Ed.] Espírito Santo. O que Ele era nos dias que passaram? Jesus. O que Ele era nos dias antes disso? ["Pai" - Ed.] Então houve somente um Deus. É isso mesmo? Ele é Pai, Filho e Espírito Santo, estes três, estes três ofícios de um Deus: Um Deus.

Então o irmão Branham ensinava que Deus usou três ofícios sendo um de cada vez, em tempos diferentes, sendo primeiro como "Pai", em segundo como "Filho" e em terceiro como "Espírito Santo".

Podemos ver que esse também havia sido o ensino dos pais pré-nicenos.

Justino de Roma - Apologia - Capítulo 13

Que não somos ateus, quem estiver em são juízo o dirá, pois cultuamos o Criador deste universo, do qual dizemos, conforme nos ensinaram, que não tem necessidade de sangue, libações ou incenso. Em lugar de todas as ofertas, nós O louvamos conforme nossas forças, com palavras de oração e ação de graças. Aprendemos que o único louvor digno Dele não é queimar no fogo o que por Ele foi criado para nosso alimento, mas oferecê-lo para nós mesmos e para os necessitados. Depois, mostrando-nos a Ele agradecidos, dirigir-Lhe por nossa palavra louvores e hinos por ter-nos criado, por todos os meios de saúde, pela variedade das espécies e mudanças das estações, ao mesmo tempo que Lhe suplicamos que nos conceda de novo a incorruptibilidade pela fé que Nele temos. Em seguida, demonstramos que, com razão, honramos também a Jesus Cristo, que foi nosso Mestre nessas coisas e para isso nasceu, o mesmo que foi crucificado sob Pôncio Pilatos, procurador na Judéia no tempo de Tibério César. Aprendemos que Ele é o Filho do próprio Deus verdadeiro, e O colocamos em segundo lugar, assim como o Espírito profético, que pomos em terceiro. De fato, tacham-nos de loucos, dizendo que damos o segundo lugar a um homem crucificado, depois do Deus imutável, Aquele que existe desde sempre e criou o universo. É que ignoram o mistério que existe nisso e, por isso, vos exortamos que presteis atenção quando o expomos.

Ao utilizar as expressões "segundo lugar" e "terceiro lugar", Justino não está mencionando uma segunda e a terceira pessoa da Trindade respectivamente, porque essa doutrina não era ensinada nos dias de Justino, mas está tratando sobre a posição e a ordem em que Deus Se manifestou entre os Seus filho. A Paternidade do Criador do universo e o Deus imutável que existe desde sempre, é colocado em primeiro lugar porque essa foi Sua primeira manifestação.

Jesus Cristo, o Filho do próprio Deus verdadeiro, é colocado em segundo lugar de importância, tendo em vista que foi também no Seu Filho que Deus Se fez conhecido. E o Espírito profético está em terceiro lugar, de acordo com Justino, por ser a terceira manifestação de Deus para a Sua Igreja.

O Sangue de Jesus Era de Deus

O irmão Branham ensinava que o Sangue de Jesus não era de judeu ou de gentio, mas era o sangue de Deus.

A Divindade Explicada (25/04/1961) § 143

Jesus não era judeu nem gentio, porque o óvulo somente produziu a carne. O Sangue tinha a Vida. Deste modo nós-nós somos... A Bíblia disse: 'Nós somos salvos pelo Sangue de Deus.' Veja, Ele não era judeu nem gentio; Ele era Deus.

A Deidade de Jesus Cristo (25/12/1959) § 55

Ele desceu há cerca de mil e novecentos anos atrás, na forma de um bebê, nasceu numa manjedoura, fez sombra pelo Espírito Santo, não nasceu por desejo sexual. Ele era Deus. (Por que?) O Sangue de Deus estava dentro Dele.

Era assim que os pais pré-nicenos também ensinavam.

Justino de Roma - Diálogo Com Trifão - Capítulo 76

De fato, ao dizer "como filho do homem" Àquele que recebe o reino eterno, Daniel nos dá a entender justamente isso. Com efeito, dizer "como filho do homem" significa que Ele apareceu e nasceu como homem e deixa claro ao mesmo tempo que não é de gérmen humano. E, ao chamá-Lo de "pedra desprendida sem mão humana", está gritando misteriosamente a mesma coisa. De fato, dizer que foi cortado sem ajuda de mão alguma dá a entender que Cristo não é obra dos homens, mas do desígnio de Quem O produziu, de Deus, o Pai do universo. E quando Isaías diz: "Quem contará a Sua geração?" deixa claro que Sua origem é inexplicável, porque ninguém, que seja homem, nascido de homens, tem origem inexplicável. E quando Moisés diz que "ele lavaria sua roupa no sangue da uva", não é o que já vos disse muitas vezes ele ter profetizado misteriosamente? De fato, Moisés deu a entender antecipadamente que Cristo teria sangue sim, mas não de homens, do mesmo modo como não é o homem quem dá origem ao sangue da uva, e sim Deus.

Como vimos, o irmão Branham disse que Jesus não nasceu do desejo sexual, e era dessa mesma maneira que os primeiros pais ensinaram, visto que Jesus não teve um homem carnal por Seu Pai, mas o Espírito Santo foi o Pai de Jesus.

Lucas 1:35

Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o Ente que há de nascer será chamado Filho de Deus.

Foi assim que o irmão Branham ensinou e foi assim que os pais pré-nicenos ensinaram.

Justino de Roma - I Apologia - Capítulo 33

Portanto, "Eis que uma virgem conceberá" significa que a concepção seria sem relação carnal, pois, se esta houvesse, ela não mais seria virgem; mas foi a força de Deus que veio sobre a virgem e a cobriu com a Sua sombra e fez com que ela concebesse permanecendo virgem. Foi assim que naquele tempo, o mensageiro, enviado da parte de Deus à mesma virgem, deu-lhe a boa notícia, dizendo: "Eis que conceberás do Espírito Santo em teu ventre e darás à luz um Filho, que Se chamará Filho do Altíssimo, e Lhe porás o nome de Jesus, pois Ele salvará o Seu povo de seus pecados". Assim nos ensinaram os que consignaram todas as lembranças referentes ao nosso Salvador Jesus Cristo, e nós lhes demos fé, pois o Espírito Santo profético, como já indicamos, disse pelo citado Isaías que O geraria. Portanto, por Espírito e força que procede de Deus não é lícito entender a não ser o Verbo, que é o primogênito de Deus, como Moisés, profeta antes mencionado, o deu a entender. Vindo Ele sobre a virgem e cobrindo-a com Sua sombra, não por meio de relação carnal, mas por sua força, fez com que ela concebesse. Quanto a Jesus, é nome da língua hebraica, que significa em grego Sotér, isto é, Salvador. Daí que o mensageiro disse à virgem: "Tu Lhe porás o nome de Jesus, pois Ele salvará o Seu povo de seus pecados". Que aqueles que profetizam não são inspirados por nenhum outro, mas pelo Verbo divino, suponho que mesmo vós o admitis.

Então são por estes e vários outros paralelos que já tivemos a oportunidade de mostrar, que podemos afirmar com toda a segurança, de que a doutrina de William Branham era totalmente apostólica.

Nota: Este estudo foi ministrado em duas partes, sendo que a primeira foi em Santiago-RS, no dia 11 de agosto de 2019, e a segunda parte no dia 15 de agosto, em Curitiba-PR.